Em relação à possibilidade de reprodução assistida em pacie...

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Q4238408 Medicina
Em relação à possibilidade de reprodução assistida em pacientes com diagnóstico de Síndrome de Insensibilidade Completa aos Androgênios (CAIS), é correto afirmar:
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Na CAIS, o indivíduo tem cariótipo 46,XY, testículos e não possui ovários nem útero, em razão da ação do SRY com diferenciação testicular e da secreção de AMH, que promove regressão dos ductos de Müller. Portanto, não há óvulos próprios nem capacidade de gestação. Se se falar em possibilidade reprodutiva no papel social feminino, ela só pode ocorrer por reprodução assistida com doação de oócitos e necessidade de útero de substituição/cessão temporária de útero. Isso torna a alternativa D a única compatível com a fisiopatologia.

Tema central: Reprodução na CAIS
Análise das alternativas
A
Errada
Errada porque parte de uma estrutura anatômica que a paciente com CAIS não possui. Na CAIS não há ovários próprios a serem estimulados, pois a gônada é testicular. Logo, estimulação hormonal não pode gerar oócitos em quem não tem tecido ovariano.
B
Errada
Errada porque o útero de substituição resolveria apenas a impossibilidade de gestar, mas não corrige a ausência de gameta feminino próprio. Na CAIS não há ovários nem oócitos; portanto, mesmo com cessão temporária de útero, não existe reprodução assistida com gametas próprios femininos.
C
Errada
Errada por dois motivos médicos e conceituais. Primeiro, a adoção não é a única possibilidade, porque há possibilidade reprodutiva com doação de oócitos e útero de substituição. Segundo, o impedimento central da questão não é uma proibição legal universal por cariótipo 46,XY, e sim a impossibilidade biológica de usar oócitos próprios e de gestar por ausência de ovários/oócitos e de útero.
D
Certa
A alternativa D é a única compatível com a biologia reprodutiva da CAIS. Nessa síndrome, a gônada presente é testicular, não ovariana, e a secreção de AMH leva à ausência de útero. Assim, não existem oócitos próprios nem capacidade de gestação. Por isso, se se considera reprodução assistida no papel social feminino, ela depende de doação de óvulos e de útero de substituição/cessão temporária de útero.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre fenótipo feminino e fertilidade feminina biológica: na CAIS, aparência feminina externa não significa presença de ovários, oócitos ou útero. Outra armadilha é achar que o útero de substituição sozinho resolve o problema reprodutivo, ignorando a ausência de gametas próprios.
Dica para questões semelhantes
  • Em CAIS, pense primeiro na gônada: é testículo, não ovário.
  • Se há produção de AMH por testículos fetais, espere ausência de útero e outras estruturas müllerianas.
  • Para reprodução, se faltam útero e oócitos, exclua tanto gestação própria quanto uso de gametas próprios.
  • Não deixe o fenótipo feminino externo substituir a análise da anatomia reprodutiva interna.

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