Paciente de 43 anos de idade, com insuficiência ovariana, r...

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Q4238403 Medicina
Paciente de 43 anos de idade, com insuficiência ovariana, realiza tratamento de FIV com óvulos doados. Dos 8 óvulos injetados, dois blastocistos de boa qualidade foram obtidos. Segundo as evidências disponíveis, qual é a conduta recomendada sobre o uso rotineiro do PGT-A nesses casos? 
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Em FIV com óvulos doados, o risco de aneuploidia embrionária depende principalmente da idade do oócito/doadora, não da idade da receptora; no caso, a paciente de 43 anos está em ovodoação, e a ASRM (2024) sustenta que não há benefício comprovado para o uso rotineiro de PGT-A nesses ciclos, o que leva à alternativa D.

Tema central: PGT-A na ovodoação
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a indicação rotineira exigiria benefício clínico demonstrado, e a base informa que isso não foi mostrado em ciclos com óvulos doados. Seleção cromossômica teórica não basta: a diretriz citada relata ausência de melhora reprodutiva consistente que justifique recomendar PGT-A para aumentar implantação de rotina.
B
Errada
Está errada porque transfere para a ovodoação a lógica da idade materna avançada dos ciclos autólogos. Neste caso, o embrião deriva de oócito doado, e a principal fonte de aneuploidia é a não disjunção meiótica relacionada à idade do oócito, não à idade da receptora. Portanto, a receptora ter mais de 40 anos não constitui, por si, indicação de PGT-A para reduzir síndrome de Down ou outras aneuploidias embrionárias.
C
Errada
Está errada porque não existe, na base apresentada, recomendação validada de realizar PGT-A rotineiramente apenas quando houver mais de 3 blastocistos. Número de embriões pode entrar em estratégias individualizadas, mas não há critério guideline-based que transforme esse corte numérico em indicação formal em ciclos com óvulos doados.
D
Certa
A alternativa D está correta porque a melhor evidência resumida pela ASRM (2024) é contra o uso rotineiro de PGT-A em ciclos com oócitos doados. Nesse cenário, a idade da receptora não é o determinante principal do risco cromossômico do embrião; esse risco se relaciona sobretudo à idade do oócito. Assim, ter 43 anos não cria, por si só, indicação de PGT-A para reduzir aneuploidia embrionária quando os óvulos são de doadora. Além disso, não há benefício reprodutivo comprovado que sustente a testagem rotineira nesses casos.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre idade da receptora e idade do oócito: em ovodoação, a idade de 43 anos da paciente não equivale a maior risco embrionário de aneuploidia como ocorreria em ciclo com óvulos próprios.
Dica para questões semelhantes
  • Em questões sobre aneuploidia embrionária, identifique primeiro de quem é o oócito: o determinante principal é a idade do gameta, não automaticamente a da receptora.
  • Se a pergunta for sobre uso rotineiro de PGT-A, procure evidência de benefício clínico real; ausência de melhora em desfechos reprodutivos relevantes afasta recomendação de rotina.
  • Não aceite cortes numéricos de blastocistos como regra formal de indicação sem base explícita em diretriz ou protocolo.
  • Boa qualidade morfológica do blastocisto não define euploidia, mas isso também não cria, isoladamente, indicação de PGT-A de rotina.

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