Casal, mulher de 36 anos de idade e seu parceiro de 41 anos ...

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Q4238401 Medicina
Casal, mulher de 36 anos de idade e seu parceiro de 41 anos de idade, com histórico de três abortos espontâneos no primeiro trimestre, passou por investigação que mostrou útero com morfologia adequada, cariótipos e dosagens hormonais normais. Neste cenário e segundo as diretrizes da ASRM, qual é a principal limitação do uso da análise genética pré implantacional para aneuploidias (PGT-A) neste cenário?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A base decisiva é a diretriz da ASRM para perda gestacional recorrente: em RPL inexplicada, após investigação estrutural, hormonal e citogenética parental negativa, o PGT-A não tem benefício comprovado como tratamento primário em desfechos clínicos relevantes, especialmente nascido vivo. Isso torna a alternativa A a única compatível com o enquadramento da questão.

Tema central: PGT-A na RPL
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A traduz a principal limitação reconhecida pela ASRM. Neste cenário de perda gestacional recorrente inexplicada, a utilidade do PGT-A não é definida pela capacidade de selecionar embriões por perfil cromossômico, mas pelo impacto em desfechos finais. Segundo as opiniões de comitê citadas na base, o PGT-A não demonstrou reduzir de forma consistente o aborto nem melhorar a taxa de nascidos vivos quando usado como tratamento primário da RPL. Portanto, a limitação central é a ausência de benefício clínico comprovado em nascido vivo.
B
Errada
A possibilidade de não haver embrião euploide é uma limitação operacional do método em alguns ciclos de FIV, mas não é a principal limitação apontada pela ASRM para este cenário. A diretriz prioriza a ausência de eficácia clínica comprovada em reduzir perdas ou aumentar nascidos vivos. Assim, a alternativa troca uma dificuldade prática por um motivo médico central que não é o foco da recomendação.
C
Errada
Idade materna abaixo de 40 anos não contraindica PGT-A. A base é explícita ao separar utilidade clínica limitada de contraindicação formal. A idade de 36 anos pode entrar na discussão sobre risco de aneuploidia, mas não impede o uso do método.
D
Errada
O PGT-A não aumenta por si só de forma significativa o risco de gestações múltiplas. Esse risco depende principalmente da estratégia de transferência embrionária, e não do teste genético em si. A alternativa atribui ao PGT-A um risco que não decorre diretamente do método.
Pegadinha da questão
A banca tenta fazer o candidato trocar o desfecho decisivo da diretriz — taxa de nascidos vivos na RPL — por argumentos secundários, como dificuldade de obter embrião euploide, idade materna ou riscos gerais da FIV.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão citar diretriz em RPL, procure qual é o desfecho final exigido para recomendar a intervenção: aqui, nascido vivo.
  • Não confunda plausibilidade biológica ou seleção embrionária com benefício clínico comprovado.
  • Separe limitação de eficácia de contraindicação formal; idade <40 anos não vira contraindicação por si só.
  • Em alternativas sobre FIV e PGT-A, diferencie o que é inerente ao teste do que depende da estratégia de transferência embrionária.

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