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Q3452008 Técnicas em Laboratório
Um bioquímico foi designado para realizar a análise de lodo proveniente de uma estação de tratamento de esgoto (ETE). Essa análise deve atender às resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), especificamente quanto ao monitoramento de ovos de helmintos, Salmonella spp. e coliformes fecais, de modo a garantir a segurança e a qualidade do lodo para uso e disposição final.

Com base nos protocolos para esse tipo de análise e nas resoluções Conama, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta a ser seguida pelo bioquímico para a análise do lado.
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Tema central: monitoramento microbiológico e parasitológico de lodo de ETE conforme CONAMA, garantindo segurança para uso/disposição. Avaliam-se ovos de helmintos, Salmonella spp. e coliformes fecais com métodos padronizados.

Alternativa correta: D

Justificativa técnica:

1) Ovos de helmintos: após a coleta, aplica-se sedimentação/concentração (p.ex., método de Bailenger, WHO/EPA), seguida de microscopia para contagem (ovos/g). É o padrão recomendado por CONAMA 375/2006 e OMS para lodos.

2) Salmonella spp.: exige pré-enriquecimento (água peptonada tamponada) para recuperar células estressadas, seguido de enriquecimento seletivo (RV, tetrationato) e isolamento em meios seletivo-diferenciais (XLD, Hektoen, SS), com confirmação bioquímica/serológica. Sequência idêntica à da opção D (alinha-se à ISO 6579-1 e APHA).

3) Coliformes fecais: usa-se diluições seriadas e contagem de colônias em meio seletivo (p.ex., m-FC a 44,5 °C) ou método NMP/membrana. A descrição “diluições seriadas com contagem” é compatível com métodos aceitos (APHA 9221/9222).

Por que as demais estão incorretas?

A – “Incubar para Salmonella” sem especificar pré e enriquecimento seletivo é insuficiente e reduz sensibilidade. “Contagem direta” de coliformes fecais não é adequada: é necessário meio seletivo e temperatura específica (p.ex., 44,5 °C).

B – Acerta o enriquecimento para Salmonella, mas erra ao “identificar coliformes por microscopia” (impossível: são bastonetes indistinguíveis; requerem cultura seletiva/fermentação). Falta o pré-enriquecimento para Salmonella, crucial em lodo.

C – Aceitável para coliformes e helmintos, porém propõe apenas “isolamento em meio seletivo” para Salmonella sem pré e enriquecimento seletivo, o que contraria ISO 6579-1/APHA e compromete a detecção.

E – “Isolamento direto” de Salmonella é inadequado em matriz ambiental; “ovos de helmintos por diluições seriadas” está metodologicamente errado (o correto é sedimentação/flotação + microscopia); e “coliformes por pré-enriquecimento” não corresponde aos métodos validados (usar NMP/membrana/contagem em meio seletivo).

Dicas de prova: associe sempre “pré-enriquecimento + enriquecimento seletivo” à pesquisa de Salmonella; para helmintos, pense em sedimentação/concentração + microscopia; e para coliformes fecais, em quantificação por NMP, membrana ou contagem após diluições seriadas em meio seletivo e temperatura apropriada.

Referências-chave: CONAMA 375/2006; APHA Standard Methods (9221/9222/9230); ISO 6579-1:2017 (Salmonella); OMS/WHO Guidelines para uso seguro de esgotos/lodos (ovos de helmintos).

Gabarito: D

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