A respeito da classificação dos desastres quanto à evolução...
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Para resolver esta questão de concursos públicos, precisamos entender a classificação dos desastres quanto à evolução. Este é um tema frequentemente abordado em engenharia ambiental e sanitária, pois envolve a análise e gerenciamento de riscos associados a desastres naturais e antrópicos.
Os desastres são classificados de acordo com a sua evolução no tempo, o que é fundamental para a implementação de estratégias de prevenção e mitigação. Aqui estão as principais categorias:
- Súbitos: Ocorrem sem aviso prévio, como terremotos e explosões.
- De evolução aguda: Desenvolvem-se rapidamente, mas não instantaneamente. Um exemplo clássico são os terremotos, que podem ter pré-choques, mas o evento principal é rápido.
- Gradual: Desastres que se desenvolvem lentamente, como erosões costeiras.
- Por somação de efeitos parciais: Resultam da acumulação de pequenos eventos, como a seca, que é o resultado de um período prolongado sem chuva.
- De evolução crônica: Desastres que se desenrolam ao longo de anos, como certas doenças relacionadas à poluição.
Alternativa correta: B - De evolução aguda - terremotos.
A alternativa B está correta porque terremotos são considerados desastres de evolução aguda. Eles podem ser precedidos por pequenos tremores, mas o evento principal acontece rapidamente e com grande intensidade.
Agora, vamos analisar as alternativas incorretas:
A - Súbitos - incêndio. Incêndios não são tipicamente classificados como súbitos, pois muitas vezes há sinais de alerta antes que se tornem desastrosos, como fumaça ou calor.
C - Gradual - erupção vulcânica. Erupções vulcânicas podem ser súbitas, embora muitas tenham sinais precursores, sua classificação típica não é gradual.
D - Por somação de efeitos parciais - seca. Esta é uma boa correlação, mas está incorreta em relação ao gabarito. A seca é um evento que se caracteriza pela somação de condições climáticas desfavoráveis ao longo do tempo.
E - De evolução crônica - acidentes de trânsito. Acidentes de trânsito não ocorrem de forma crônica. Eles são eventos súbitos e isolados.
Entender as classificações dos desastres ajuda na elaboração de políticas públicas e ações de prevenção. Recomendo a leitura da Norma Técnica ABNT NBR 15811:2010 para mais informações sobre a classificação de desastres.
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Comentários
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Alguém saberia indicar em qual categoria se enquadram os incêncios?
Quanto à evolução, os desastres são classificados em:
- desastres súbitos ou de evolução aguda, como deslizamentos, enxurradas, vendavais, terremotos, erupções vulcânicas, chuvas de granizo e outros;
Os desastres súbitos ou de evolução aguda caracterizam-se pela subtaneidade, pela velocidade com que o processo evolui e, normalmente, pela violência dos eventos adversos, causadores dos mesmos.
- desastres de evolução crônica ou gradual, como seca, erosão ou perda de solo, poluição ambiental e outros;
Os desastres de evolução crônica ou gradual, ao contrário, caracterizam-se por serem insidiosos e evoluírem através de etapas de agravamento progressivo.
- desastres por somação de efeitos parciais, como cólera, malária, acidentes de trânsito, acidentes de trabalho e outros.
Os desastres por somação de efeitos parciais são, na realidade, caracterizados pela somação de numerosos acidentes ou ocorrências, com características semelhantes, os quais, quando somados, ao término de um período definem um grande desastre.
Desastres Súbitos ou de Evolução Aguda: Quando resultam da liberação brusca de grande quantidade de energia sobre sistemas vulneráveis. Relacionam-se com eventos ou acidentes de grande magnitude e de ocorrência súbita.
Vendavais, enxurradas, deslizamentos de encostas, nevascas, terremotos, erupções vulcânicas, acidentes ferroviários e aeronáuticos, incêndios e explosões em edifícios densamente ocupados são exemplos de desastres súbitos.
Desastres Graduais ou de Evolução Crônica: Quando seus efeitos são sustentados e tendem a se agravar e acentuar de forma gradual.
Secas, estiagens, enchentes cíclicas de grandes bacias hidrográficas, erosão e perda de solo agricultável, guerras de desgaste, fome e desnutrição são exemplos de desastres graduais.
Desastres por Somação de Efeitos Parciais: Quando o grande desastre se define pela somação dos efeitos de pequenos desastres ou acidentes, que ocorrem diuturnamente pelas mesmas causas e com características semelhantes.
Acidentes de trânsito, desastres rodoviários, acidentes no transporte de cargas perigosas, hiperendemia de traumas provocada pela violência, hiperendemias de malária e de cólera e a pandemia da SIDA são exemplos de graves desastres por somação de efeitos parciais, que causam imensos prejuízos sociais e econômicos.
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