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Q3368277 Medicina
Segundo a definição de obesidade proposta por comissão de especialistas e publicada no “The Lancet Diabetes & Endocrinology Commission, em janeiro de 2025.
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Tema central: diagnóstico da obesidade segundo abordagens modernas: não apenas pelo IMC, mas pela presença de excesso de adiposidade que cause ou ameace causar dano à saúde. Comissões recentes (The Lancet Diabetes & Endocrinology Commission, 2025), Endocrine Society/AACE e o EOSS reforçam estratificação por complicações além do IMC.

Alternativa correta: D — Paciente com IMC 31 kg/m², sem hipertensão ou doenças metabólicas, enquadra-se em obesidade (OMS: IMC ≥30) e, na ausência de lesão de órgão-alvo/complicações, é classificado como obesidade pré-clínica (análoga ao EOSS 0–1, “obesidade sem complicações”). Isso reflete o conceito de “adiposity-based chronic disease”, no qual o risco cresce quando surgem complicações metabólicas, mecânicas ou funcionais. Referências: WHO; Endocrine Society (2020); AACE/ACE; EOSS; análises em UpToDate.

Por que as demais estão incorretas?

A — “Todo paciente deve ser avaliado com bioimpedância/DXA.” Incorreta. Métodos como BIA ou DXA não são obrigatórios de rotina; são úteis em casos específicos (IMC limítrofe, atleticismo, sarcopenia, discordância clínica). Para IMC ≥40 kg/m², o diagnóstico é evidente e circunferência da cintura e clínica costumam ser suficientes. Diretrizes: WHO, Endocrine Society, AACE e UpToDate recomendam IMC + medidas de distribuição de gordura como base inicial.

B — “Medidas de cintura e quadril não são mais usadas.” Incorreta. Circunferência da cintura e razão cintura/quadril seguem recomendadas por WHO, IDF e AACE para estimar adiposidade visceral e risco cardiometabólico, complementando o IMC e orientando condutas.

C — “Osteoartrite e apneia do sono não são lesões de órgão-alvo.” Incorreta. Ambas são complicações relacionadas à obesidade. Osteoartrite: sobrecarga mecânica e inflamação sistêmica; Apneia obstrutiva do sono: depósito de gordura perifaríngea e redução do calibre das vias aéreas. São consideradas na estratificação de risco (AACE/Endocrine Society, EOSS, UpToDate). Diabetes e doença cardiovascular também o são, mas não de forma exclusiva.

Estratégia para a prova: - Procure palavras absolutas (“todo paciente”, “não são mais usadas”): costumam sinalizar erro. - Lembre que o diagnóstico começa com IMC e é refinado por cintura e complicações. - Reconheça complicações metabólicas (DM2, dislipidemia), mecânicas (osteoartrite, apneia do sono) e orgânicas (esteatose/esteato-hepatite), alinhado ao EOSS/ABCD.

Leituras úteis: WHO Obesity Guidelines; Endocrine Society Clinical Practice Guideline (2020); AACE/ACE Obesity Guidelines; UpToDate; EOSS framework; análises da The Lancet Diabetes & Endocrinology sobre redefinição contemporânea da obesidade.

Gabarito: D

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