São fatores de risco comuns para a doença periodontal, exce...
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Tema central: identificação de fatores de risco para doença periodontal. Em provas, foque nos fatores com evidência robusta: tabagismo e diabetes mal controlado. Outros podem atuar como modificadores.
Alternativa correta: B – hipertensão arterial. Não há evidência consistente de que a hipertensão seja fator de risco independente para periodontite. As associações descritas tendem a ser confundidas por idade, estilo de vida e comorbidades. Diretrizes e consensos (AAP/EFP 2017–2018; EFP S3 2020; UpToDate) não listam hipertensão como fator causal. Importante: alguns anti-hipertensivos (ex.: bloqueadores de canal de cálcio) podem causar hiperplasia gengival, que é diferente de periodontite e não prova relação causal.
Por que as demais estão incorretas?
A – Diabetes melito: fator de risco estabelecido. Hiperglicemia crônica gera produtos de glicação avançada (AGEs), disfunção de neutrófilos e resposta inflamatória exacerbada, aumentando perda de inserção e risco de progressão. Controle glicêmico melhora desfechos periodontais (e vice-versa). Referências: AAP/EFP Workshop 2017; UpToDate.
C – Osteoporose: evidência de que baixa densidade mineral óssea pode agravar perda óssea alveolar, especialmente em mulheres pós-menopausa. Embora muitas fontes a classifiquem como fator modificador/indicador mais do que fator causal clássico, ela é reconhecida como condição sistêmica associada à periodontite em diretrizes (EFP) e frequentemente cobrada como “fator de risco” em provas.
D – Tabagismo: um dos principais fatores de risco. Reduz perfusão gengival, altera função de neutrófilos e fibroblastos e favorece microbiota disbiótica, aumentando profundidade de sondagem e perda de inserção. Cessar o tabagismo melhora resposta ao tratamento. Consensos AAP/EFP e UpToDate confirmam.
Fisiopatologia essencial: a periodontite resulta da interação entre biofilme disbiótico e resposta imune do hospedeiro. Fatores sistêmicos e ambientais modulam essa resposta, acelerando destruição tecidual. Daí a força de associação com diabetes e tabagismo.
Estratégia de prova: quando pedirem “exceto”, priorize o que não é listado em consensos como fator de risco principal. Lembre-se da pegadinha: hiperplasia gengival medicamentosa ≠ periodontite.
Referências-chave: AAP/EFP Workshop 2017–2018 (Classificação das Doenças Periodontais); EFP S3 Guideline 2020; UpToDate – Risk factors for periodontitis.
Gabarito: B
Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!
Clique para visualizar este gabarito
Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo