Francisco, 62 anos, com diagnóstico de diabetes tipo 2 há 15...

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Q3699908 Odontologia
Francisco, 62 anos, com diagnóstico de diabetes tipo 2 há 15 anos e hipertensão há 10 anos. Faz uso contínuo de metformina, insulina e losartana. Durante uma consulta odontológica, relatou sangramento gengival ao escovar os dentes e mau hálito constante. No exame clínico, foram identificados gengivas inflamadas, tártaro generalizado, recessão gengival e mobilidade dentária em estágio IV. As radiografias apresentadas pelo paciente mostram perda óssea grau 3 nos dentes 26, 27, 36, 44 e 45. O controle glicêmico de Francisco é inadequado, com exames de glicemia de jejum com valores acima de 180 mg/dL. A pressão arterial está em 150/95 mmHg. No plano de tratamento está programado realizar raspagem periodontal profunda e extrações dentárias.

Analise o caso de Francisco e assinale a alternativa CORRETA que descreve a relação entre sua condição sistêmica e o adequado manejo odontológico. 
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O ponto decisivo é que o caso reúne diabetes mellitus tipo 2 mal controlado com periodontite avançada e hipertensão, cenário em que não se sustenta liberar irrestritamente qualquer vasoconstritor nem indicar adrenalina em altas doses; no recorte da prova, a alternativa A é a única compatível com esse manejo.

Tema central: Periodontite em diabetes descompensado e escolha anestésica no hipertenso
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque une os dois pontos técnicos centrais do caso. Primeiro, o diabetes tipo 2 descompensado agrava a doença periodontal por intensificar a inflamação, aumentar a suscetibilidade infecciosa e prejudicar o reparo tecidual, o que é coerente com o sangramento gengival, inflamação, mobilidade dentária acentuada e perda óssea extensa descritos. Segundo, a hipertensão afasta afirmações de uso irrestrito de anestésicos com vasoconstritor; nesse cenário de prova, a associação de prilocaína com felipressina é a opção classicamente aceita quando se deseja evitar catecolaminas.
B
Errada
A alternativa erra porque mistura uma afirmação verdadeira com outra falsa. É correto dizer que o mau controle glicêmico aumenta risco infeccioso periodontal e dificulta a cicatrização, mas é incorreto afirmar que a hipertensão não interfere no tratamento odontológico e que qualquer anestésico pode ser usado com ou sem vasoconstritor. A condição hipertensiva exige consideração farmacológica e clínica, portanto não há liberação irrestrita.
C
Errada
A parte sobre retardo de cicatrização no diabetes descompensado está correta, mas a alternativa cai ao indicar adrenalina em altas doses para paciente hipertenso. Isso contraria o critério de segurança farmacológica do caso: hipertensão não justifica nem permite banalizar catecolaminas, e a indicação de altas doses de adrenalina é tecnicamente inadequada nesse contexto.
D
Errada
A alternativa está errada por estabelecer uma proibição absoluta sem base. Não é correto dizer que anestésicos sem vasoconstritor são obrigatórios em todos os pacientes diabéticos e hipertensos, independentemente do controle clínico. O erro é transformar cautela farmacológica em regra universal, quando a escolha anestésica deve ser individualizada.
Pegadinha da questão
A banca combinou metades verdadeiras e falsas nas alternativas erradas e usou termos absolutos como "qualquer tipo", "altas doses" e "obrigatório" para induzir erro na escolha anestésica do hipertenso.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado mostrar diabetes mal controlado com periodontite avançada, pense em maior inflamação, maior risco infeccioso e pior cicatrização.
  • Em paciente hipertenso, descarte alternativas que liberam qualquer anestésico sem ressalvas ou que indiquem adrenalina em altas doses.
  • Quando a prova tratar de evitar catecolaminas em hipertenso, a felipressina aparece no recorte clássico de prova como opção quando se deseja evitar catecolaminas.
  • Desconfie de alternativas com linguagem absoluta em temas de farmacologia e comorbidades.

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Comentários

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Resposta óbvia, mas achei o enunciado um tanto mal escrito

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