Sobre o câncer bucal, informe se é verdadeiro (V) ou falso ...
Sobre o câncer bucal, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) Tabaco sem fumaça, na forma de tabaco para mascar ou rapé, apresenta um sério perigo para a saúde. É uma preocupação por causa das altas taxas de leucoplasia pré-cancerosa e de câncer bucal, que ocorrem entre os usuários de tabaco sem fumaça.
( ) Um carcinoma é uma neoplasia benigna do epitélio que tende a invadir o osso e o tecido conjuntivo circundante.
( ) Um sarcoma é uma neoplasia maligna que tem origem no tecido conjuntivo ou de suporte, como os ossos. Um osteossarcoma é um tumor maligno que envolve o osso. Na boca, os ossos afetados são aqueles dos maxilares.
( ) A radioterapia de cabeça e pescoço também causa a diminuição de suprimento sanguíneo para os ossos da maxila, isso pode resultar em osteonecrose dos maxilares.
Gabarito comentado
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Tema central: câncer bucal e conceitos básicos de neoplasias orais (fatores de risco, definição de carcinoma/sarcoma e efeitos da radioterapia nos maxilares).
Gabarito: C — V – F – V – V
Justificativa item a item
(1) Verdadeiro. Tabaco sem fumaça (mascado/rapé) aumenta significativamente o risco de leucoplasia e câncer bucal, sobretudo no local de contato da substância com a mucosa. Evidência consolidada por IARC/OMS e revisões do UpToDate. Estratégia de prova: associar “smokeless tobacco” a lesões brancas queratóticas e potencial maligno.
(2) Falso. Carcinoma é neoplasia maligna de origem epitelial (não benigna) e, por definição, apresenta invasão de tecido conjuntivo, osso e potencial de metástase. Chamar “carcinoma” de benigno é contradição conceitual. Base em Neville – Patologia Oral e Maxilofacial e Harrison.
(3) Verdadeiro. Sarcoma é maligno de origem mesenquimal (tecidos de suporte). Osteossarcoma é tumor ósseo maligno e, na cavidade oral, acomete os ossos maxilares (maxila e mandíbula). Referência: Neville e WHO Classification of Head and Neck Tumors.
(4) Verdadeiro. Radioterapia de cabeça e pescoço induz tecido ósseo hipovascular, hipóxico e hipocelular (endarterite obliterante e fibrose), predispondo à osteorradionecrose (ORN) dos maxilares. O risco é maior na mandíbula, mas pode ocorrer também na maxila, especialmente após trauma/exodontia na área irradiada. Diretrizes NCCN Head and Neck e revisão UpToDate.
Estratégia de interpretação
- Palavras-chave: “carcinoma” ≠ benigno; “sarcoma” = mesênquima; “tabaco sem fumaça” = leucoplasia/câncer; “radioterapia” = ORN por hipovascularização.
- Pegadinha: a ORN é mais comum na mandíbula, mas não exclusiva — afirmar que a maxila pode sofrer é correto.
Análise das alternativas
- A (V – V – V – F): Erra o 2º (carcinoma não é benigno) e o 4º (radioterapia pode, sim, levar à ORN).
- B (V – V – F – V): Erra o 2º (mesma razão acima) e o 3º (sarcoma/osteossarcoma nos maxilares é verdadeiro).
- D (F – V – V – V): Erra o 1º (tabaco sem fumaça aumenta leucoplasia/câncer; não é falso).
Dicas práticas para a clínica e prova
- Prevenção: cessação do tabaco/álcool; higiene oral e acompanhamento de lesões brancas persistentes.
- Antes da radioterapia: sanear foco odontogênico e planejar exodontias para reduzir ORN.
- Suspeita de malignidade: úlcera/placa indurada >2–3 semanas → biópsia e estadiamento conforme NCCN.
Fontes essenciais: Neville BW. Patologia Oral e Maxilofacial; IARC/OMS (Smokeless tobacco and oral cancer); UpToDate (Oral potentially malignant disorders; Osteoradionecrosis); Diretrizes NCCN – Head and Neck Cancers.
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