Após o retorno, o paciente evoluiu com novo episódio de hepa...
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Tema central: A questão aborda a conduta em caso de hepatotoxicidade importante após início do tratamento para tuberculose pulmonar, segundo o Manual de Recomendações do Ministério da Saúde.
Justificativa para a alternativa correta (D):
Hepatotoxicidade é uma complicação reconhecida do tratamento de tuberculose, associada principalmente a rifampicina, isoniazida e pirazinamida. Quando ocorre, a orientação oficial é suspender o esquema, monitorar a função hepática até a normalização e depois considerar alternativas não hepatotóxicas caso o quadro se repita.
Segundo o Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil (MS, 2019, pág. 108):
“...em caso de recorrência da toxicidade, deve-se iniciar esquema alternativo com fármacos não hepatotóxicos (...): capreomicina, etambutol e levofloxacino.”
Assim, Alternativa D (Capreomicina + Etambutol + Levofloxacino) é recomendada, pois essas drogas não apresentam risco significativo de agressão hepática e são eficazes contra o Mycobacterium tuberculosis.
Análise das alternativas incorretas:
A) Terizidona + Etambutol + Moxifloxacino: Embora sejam drogas de segunda linha, essa combinação não é protocolo do MS para hepatotoxicidade e a terizidona é reservada para casos de tuberculose multidroga-resistente.
B) Estreptomicina + Isoniazida + Etambutol: A isoniazida permanece hepatotóxica, não devendo ser reintroduzida em pacientes que apresentaram recorrência de hepatite pelo tratamento básico.
C) Rifabutina + Capreomicina + Levofloxacino: A rifabutina também é do grupo das rifamicinas e possui potencial hepatotóxico. Portanto, permanece contraindicada na situação descrita.
Estratégias de leitura e dica de prova:
Cuidado com pegadinhas relativas à troca de antibióticos “da mesma classe” (ex: rifampicina vs. rifabutina), pois ambas compartilham o perfil de toxicidade hepática. Atenção também às combinações não previstas em diretrizes oficiais.
Esta conduta está alinhada às normativas do MS e à literatura médica padrão (exemplo: Harrison’s Principles of Internal Medicine) e evidencia a importância da individualização do esquema diante de efeitos adversos graves.
Resumo prático:
Capreomicina, etambutol e levofloxacino formam o esquema de escolha para tuberculose pulmonar em pacientes que apresentaram hepatite medicamentosa recorrente induzida pelo tratamento padrão.
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