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Q2088592 Medicina
Paciente, sexo masculino, 42 anos, tabagista, sem outras comorbidades, foi diagnosticado com tuberculose pulmonar e iniciou tratamento com o esquema básico. No primeiro mês de tratamento, apesar de assintomático, apresentou elevação das enzimas hepáticas em seis vezes o limite superior da normalidade, sendo então suspenso o tratamento. Após a normalização níveis séricos das enzimas hepáticas, indicou-se o retorno do tratamento. 
Após o retorno, o paciente evoluiu com novo episódio de hepatotoxicidade. Com a resolução deste segundo quadro, optou-se por esquema alternativo para o tratamento da tuberculose. De acordo com o Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil do Ministério da Saúde, o esquema de escolha deve ser feito com:
Alternativas

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Tema central: A questão aborda a conduta em caso de hepatotoxicidade importante após início do tratamento para tuberculose pulmonar, segundo o Manual de Recomendações do Ministério da Saúde.

Justificativa para a alternativa correta (D):

Hepatotoxicidade é uma complicação reconhecida do tratamento de tuberculose, associada principalmente a rifampicina, isoniazida e pirazinamida. Quando ocorre, a orientação oficial é suspender o esquema, monitorar a função hepática até a normalização e depois considerar alternativas não hepatotóxicas caso o quadro se repita.
Segundo o Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil (MS, 2019, pág. 108):
“...em caso de recorrência da toxicidade, deve-se iniciar esquema alternativo com fármacos não hepatotóxicos (...): capreomicina, etambutol e levofloxacino.”
Assim, Alternativa D (Capreomicina + Etambutol + Levofloxacino) é recomendada, pois essas drogas não apresentam risco significativo de agressão hepática e são eficazes contra o Mycobacterium tuberculosis.

Análise das alternativas incorretas:

A) Terizidona + Etambutol + Moxifloxacino: Embora sejam drogas de segunda linha, essa combinação não é protocolo do MS para hepatotoxicidade e a terizidona é reservada para casos de tuberculose multidroga-resistente.

B) Estreptomicina + Isoniazida + Etambutol: A isoniazida permanece hepatotóxica, não devendo ser reintroduzida em pacientes que apresentaram recorrência de hepatite pelo tratamento básico.

C) Rifabutina + Capreomicina + Levofloxacino: A rifabutina também é do grupo das rifamicinas e possui potencial hepatotóxico. Portanto, permanece contraindicada na situação descrita.

Estratégias de leitura e dica de prova:

Cuidado com pegadinhas relativas à troca de antibióticos “da mesma classe” (ex: rifampicina vs. rifabutina), pois ambas compartilham o perfil de toxicidade hepática. Atenção também às combinações não previstas em diretrizes oficiais.

Esta conduta está alinhada às normativas do MS e à literatura médica padrão (exemplo: Harrison’s Principles of Internal Medicine) e evidencia a importância da individualização do esquema diante de efeitos adversos graves.

Resumo prático:

Capreomicina, etambutol e levofloxacino formam o esquema de escolha para tuberculose pulmonar em pacientes que apresentaram hepatite medicamentosa recorrente induzida pelo tratamento padrão.

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A questão se refere a um caso de tuberculose pulmonar em um paciente que apresentou hepatotoxicidade ao tratamento inicial. Diante disso, é necessário um esquema alternativo para o tratamento. De acordo com o Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil, do Ministério da Saúde, a opção correta é a alternativa D: Capreomicina + Etambutol + Levofloxacino. A capreomicina é um antibiótico utilizado no tratamento da tuberculose resistente. O Etambutol é um antibiótico que impede o crescimento da bactéria da tuberculose, enquanto o Levofloxacino é um antibiótico de amplo espectro. Esses três medicamentos, em conjunto, constituem um esquema alternativo eficaz para o tratamento da tuberculose, principalmente em casos de resistência ou intolerância ao tratamento padrão, como no caso da questão.

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