Após seis minutos de Reanimação Cardiopulmonar (RCP) de alt...

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Q3913338 Medicina
Após seis minutos de Reanimação Cardiopulmonar (RCP) de alta qualidade em um escolar de 8 anos que apresentou parada cardiorrespiratória (PCR) em assistolia, a equipe obtém o Retorno da Circulação Espontânea (RCE). O paciente é intubado e ventilado, mas permanece comatoso. Qual é a meta terapêutica prioritária no cuidado pós-PCR para otimizar o prognóstico neurológico, conforme as diretrizes do Suporte Avançado de Vida em Pediatria (PALS)? 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: No pós-PCR pediátrico com RCE e paciente comatoso, a prioridade do cuidado é evitar lesão cerebral secundária por controle da oxigenação e da ventilação. A base da decisão médica orienta titular O2 para SpO2 de 94-99% e manter PaCO2 em normocapnia, em geral 35-45 mmHg, evitando hiperoxemia e hiperventilação; por isso, a alternativa C é a correta.

Tema central: Pós-PCR pediátrico
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a diretriz pós-PCR pediátrica orienta evitar hipotensão e manter pressão arterial adequada para a idade, não induzir hipertensão leve acima do percentil 95 como estratégia rotineira.
B
Errada
Está errada porque o manejo glicêmico no pós-PCR é guiado por monitorização, com prevenção e tratamento de hipoglicemia. Não há indicação de bolus de glicose em paciente normoglicêmico, e essa conduta pode induzir hiperglicemia deletéria.
C
Certa
A alternativa C traduz a meta fisiológica recomendada no cuidado pós-RCE em pediatria: manter normoxemia e normocapnia. A diretriz da AHA incorporada ao PALS recomenda titular oxigênio para saturação de 94-99% e visar PaCO2 normal para a criança, em geral 35-45 mmHg, limitando a exposição à hipocapnia e à hipercapnia. Isso é neuroprotetor porque hipocapnia por hiperventilação reduz o fluxo sanguíneo cerebral por vasoconstrição, e a hiperoxemia também pode agravar a lesão secundária.
D
Errada
Está errada por absolutismo incompatível com a diretriz. Em criança comatosa após ROSC, a AHA admite tanto TTM com 32-34°C por 48 horas seguida de normotermia quanto normotermia controlada de 36-37,5°C por 5 dias, com prevenção e tratamento de febre.
Pegadinha da questão
A questão explora duas confusões comuns: supor que, após intubação, mais oxigênio e mais ventilação sejam sempre protetores, e tratar hipotermia terapêutica como conduta única e obrigatória no pós-PCR pediátrico.
Dica para questões semelhantes
  • Em pós-RCE pediátrico, se a pergunta cobrar meta fisiológica prioritária, pense em evitar insulto secundário: SpO2 de 94-99% e PaCO2 em faixa normal.
  • Não confunda correção de hipotensão com hipertensão induzida; a diretriz exige pressão adequada para a idade, não supra-alvo.
  • Glicose no pós-PCR deve ser monitorada e corrigida se houver alteração; normoglicemia não indica bolus empírico.
  • Temperatura controlada é importante, mas hipotermia 32-34°C não exclui a opção válida de normotermia controlada com prevenção de febre.

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