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Q2088585 Medicina

A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP, do inglês Pre-Exposure Prophylaxis) ao vírus da imunodeficiência adquirida (HIV) consiste no uso de antirretrovirais (ARV) orais para reduzir o risco de adquirir a infecção pelo HIV. Essa estratégia se mostrou eficaz e segura em pessoas com risco aumentado de adquirir a infecção.

(Diretrizes Terapêuticas para Profilaxia Pré-Exposição de Risco à Infecção pelo HIV.)

De acordo com as recomendações de tal normativa, sobre a avaliação de pacientes candidatos à Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), assinale a afirmativa INCORRETA.
Alternativas

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Tema central: A questão aborda as diretrizes para avaliação de pacientes candidatos à Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) ao HIV, medida fundamental para prevenir a infecção em populações de risco aumentado.

Justificativa da alternativa CORRETA (incorreta segundo o comando):

Alternativa C está INCORRETA. Embora mencione o uso do teste rápido anti-HIV por sangue total ou fluido oral, a recomendação atual do Ministério da Saúde é que, na avaliação inicial para PrEP, seja realizada preferencialmente testagem com amostra de sangue (rápido ou sorológico convencional). Os testes utilizando fluido oral não são recomendados devido à menor sensibilidade e maior risco de falso-negativos, especialmente na janela imunológica inicial da infecção.
Segundo o PCDT PrEP/MS (p. 33):
“Deve-se dar preferência ao teste de triagem realizado a partir de amostra de sangue venoso ou punção digital. Não se recomenda a utilização de testes rápidos por fluido oral para uso clínico assistencial.”

Análise das alternativas INCORRETAS (que estão corretas segundo o comando):

A) CORRETA. A realização de novo exame de HIV em todas as consultas, tanto iniciais quanto de seguimento, é essencial. Isto evita exposição inadvertida de pessoas já infectadas a esquemas de PrEP e previne resistência viral. Atualização constante do status sorológico é exigida durante o acompanhamento.

B) CORRETA. Se testes rápidos não estão disponíveis, a utilização de exames laboratoriais é permitida e está em plena concordância com o protocolo, garantindo segurança na avaliação sorológica.

D) CORRETA. Indivíduos sob alto risco, fora do período elegível para PEP (após 72h), e sem sintomas sugestivos de infecção aguda podem iniciar a PrEP imediatamente após avaliação clínica e exames negativos para HIV.

Estratégias para a prova: Atenção especial a detalhes como “fluido oral”, que divergem das recomendações atuais. Pegadinhas clássicas envolvem supor que qualquer teste rápido é aceito – o método e amostra importam.

Referências: Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para PrEP/MS; UpToDate; Manual de Condutas em Infectologia (SBIn).

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Comentários

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A alternativa C é a incorreta porque, de acordo com as Diretrizes Terapêuticas para Profilaxia Pré-Exposição de Risco à Infecção pelo HIV, na consulta inicial para a PrEP, o teste rápido anti-HIV deve ser realizado com uma amostra de sangue total, e não com amostras de fluido oral. O uso do fluido oral para a detecção do HIV não é recomendado para o rastreio inicial da infecção, pois este método apresenta uma menor sensibilidade e especificidade em comparação ao teste com amostra de sangue total. Isso significa que o teste com fluido oral pode apresentar mais resultados falsos negativos e falsos positivos, o que pode levar a um diagnóstico impreciso e, consequentemente, ao tratamento inadequado da pessoa.

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