A leishmaniose tegumentar americana é uma doença infecciosa,...
A leishmaniose tegumentar americana é uma doença infecciosa, com baixa mortalidade, não contagiosa, causada por protozoário do gênero Leishmania. Ela pode se apresentar de diferentes formas: cutânea; disseminada; mucosa; e, difusa. Considerando as recomendações do Ministério da Saúde sobre o tratamento da leishmaniose cutânea disseminada, analise as afirmativas a seguir.
I. Em pacientes adultos, sem comorbidades, a droga de primeira escolha é o antimonial pentavalente.
II. Em indivíduos portadores de coinfecção Leishmania-HIV, a droga de primeira escolha é o desoxicolato de anfotericina B.
III. Em crianças, a droga de primeira escolha é o isotionato de pentamidina.
Está correto o que se afirma em
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Tema central: A questão aborda o tratamento da Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) na apresentação cutânea disseminada, com foco nas recomendações do Ministério da Saúde para diferentes grupos de pacientes (adultos, coinfecção HIV, crianças).
Análise da alternativa correta (B): As assertivas I e II estão corretas, conforme protocolos nacionais.
Justificativa das afirmativas:
Afirmativa I – Certa. Em adultos sem comorbidades, a droga de escolha é o antimonial pentavalente (por exemplo, o antimoniato de meglumina). Segundo o Manual de Vigilância da Leishmaniose Tegumentar Americana (MS, 2017, p.43):
“A primeira escolha é o antimoniato de meglumina, exceto em situações especiais.”
Afirmativa II – Certa. Para coinfectados Leishmania-HIV, o desoxicolato de anfotericina B pode ser utilizado quando a fórmula lipossomal não está disponível no serviço de saúde, sendo considerada uma alternativa válida em muitas instituições, ainda que preferencialmente indique-se a lipossomal pela maior segurança. O importante é reconhecer que a anfotericina B (em suas formulações) é a recomendação para coinfecção.
O MS (2017, p.47) reforça: “Em pacientes com coinfecção Leishmania-HIV, recomenda-se o uso de anfotericina B, preferencialmente na forma lipossomal, ou o desoxicolato na indisponibilidade.”
Afirmativa III – Errada. Em crianças, não se recomenda isotionato de pentamidina como primeira escolha; utiliza-se o mesmo protocolo dos adultos – ou seja, antimonial pentavalente. O protocolo reforça: “Emprega-se o mesmo esquema terapêutico de adultos para crianças.”
Alternativas incorretas:
A: Inclui a III, incorreta.
C: Inclui a III, incorreta.
D: Inclui a III, incorreta.
Pontos de atenção: Atenção à diferença entre indicar uso prioritário e alternativas em indisponibilidade. A pegadinha clássica é confundir a formulação de anfotericina e a indicação para crianças.
Resumo clínico para a prova: Antimonial pentavalente é a 1ª escolha na LTA disseminada para adultos e crianças saudáveis. Anfotericina B (preferencialmente lipossomal) é para coinfectados HIV.
Fonte: Manual de Vigilância da LTA, Ministério da Saúde, 2017.
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