Considerando-se o trecho do texto “Com relação à criativid...
As máquinas não conseguem realizar (pelo menos ainda) as atividades consideradas exclusivamente humanas, como liderar, empatizar, criar e julgar outros humanos (se bem que acabamos de ver exemplos de previsões de julgamentos realizados por máquinas; mas, no caso da tabela, os autores referem-se a julgamentos que levam em consideração emoções e empatia, não apenas o lado racional). Essa questão de decisões legais realizadas por máquinas ainda é bastante polêmica, mas, em alguns casos, os algoritmos podem ser excelentes referências.
Com relação à criatividade, esse tem sido um tema constante entre os estudiosos. Há algoritmos para escrever canções, imitar estilos de grandes pintores e ajudar nas decisões criativas em um set de filmagem, por exemplo. Os programas tentam entender os critérios que os humanos usam para gostar de determinadas obras e usam como apoio para a tomada de decisão.
O Watson (o famoso robô da IBM) conseguiu, em 2016, criar o trailer para um filme de terror da Century Fox Studios (Morgan) analisando o visual, o som e a composição de centenas de trailers de filmes de terror a fim de identificar padrões. Com base nisso, Watson selecionou as cenas que iriam para o trailer, reduzindo semanas de trabalho exaustivo.
John Smith, que gerenciou todo o projeto, faz, porém, uma ressalva: “É fácil para a inteligência artificial criar alguma coisa nova aleatoriamente. Mas é muito difícil criar alguma coisa nova, inesperada e útil”.
Os algoritmos, então, seriam ferramentas úteis para substituir profissionais medianos, que se baseiam em gostos mais populares e comuns para criar peças — sejam pinturas, músicas, esculturas, ilustrações ou vídeos — ou para auxiliar nos trabalhos mais demorados e acelerar protótipos.
Mas para se criar algo realmente original, brilhante e inesperado, que se transforme em uma experiência memorável, ainda são necessários talentos exclusivamente humanos.
Uma das tendências apontadas para futuros trabalhos dominados por humanos, inclusive, é o setor de entretenimento. Se as pessoas terão mais tempo livre, mais tempo também terão de pensar sobre a vida, de ouvir música, visitar exposições, assistir a filmes, ver peças de teatro.
A arte fala sobre o ser humano, seus dilemas, dúvidas, crises existenciais, emoções e sentimentos. O que nos faz humanos, em suma, é a capacidade que temos de fazer (e apreciar) a arte. Essa parte não tem como ser assumida por uma máquina.
(Fonte: Atitude pró-inovação, 2021 — Adaptado.)
Considerando-se o trecho do texto “Com relação à criatividade, esse tem sido um tema constante entre os estudiosos.”, analisar os itens abaixo sobre a expressão sublinhada:
I. Deve permanecer com “à”, porque a preposição “a” é seguida de uma palavra feminina determinada por um artigo definido.
II. Pode ser reescrito com “a”, porque se trata de um caso de uso facultativo da crase.
III. Pode ser substituído por “Em relação a”.
Está(ão) CORRETO(S):