O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O que acontece com o corpo quando somos
expostos a temperaturas extremas
De acordo com a empresa de meteorologia MetSul, as
previsões indicam que as temperaturas previstas para
esta semana e a próxima deverão superar
consideravelmente as médias históricas de temperatura
máxima em todas as cinco regiões do país, com um alto
potencial para quebras de recordes. No Mato Grosso e
Mato Grosso do Sul, estados que devem ser mais
afetados, é possível que os termômetros marquem 45ºC.
Embora algumas regiões do Brasil frequentemente
experimentem altas temperaturas durante o mês de
setembro, e os brasileiros estejam geralmente mais
adaptados ao calor em comparação com populações de
países europeus que enfrentaram desafios semelhantes
nos últimos meses, a situação é particularmente perigosa
devido à sua extrema intensidade.
Estar exposto - especialmente nos horários de pico do
calor, entre 12 e 16 horas - causa alterações no
organismo que oferecem risco à saúde, principalmente
para grupos mais frágeis, incluindo idosos, pessoas com
comorbidade e crianças pequenas.
Quando o corpo está em estresse térmico, ou seja, é
exposto a temperaturas extremas, ele passa por uma
série de adaptações fisiológicas para regular a
temperatura interna.
No caso da exposição ao calor, a primeira reação do
organismo é dissipar a temperatura através do suor e da
dilatação dos vasos sanguíneos periféricos para liberá-la
ao ambiente.
No entanto, em temperaturas muito altas, especialmente
quando também está úmido, o mecanismo de
resfriamento do suor pode se tornar ineficaz, levando ao
superaquecimento corporal, insolação e possíveis danos
aos órgãos.
"Quando estamos expostos a temperaturas mais
elevadas, ocorrem adaptações no nosso corpo. A
frequência cardíaca aumenta como um mecanismo
compensatório, assim como a pressão arterial", explica
Lucas Albanaz, clínico geral, coordenador da clínica
médica do Hospital Santa Lúcia, de Brasília, e mestre em
ciências médicas. Outro risco, alerta o médico, é a
desidratação devido ao aumento da sudorese.
A depender da temperatura, complementa o médico
Alexander Daudt, os sinais vão de câimbra (por falta de
eletrólitos, eliminados no suor), à sede intensa e fadiga.
"Outros sintomas mais graves, como tontura, náuseas ou
vômitos também podem aparecer. Se a pessoa não
conseguir aliviar esse calor, o quadro evolui para choque
térmico, confusão mental, convulsões, seguindo para a
falência de múltiplos órgãos e óbito", explica Daudt,
coordenador do Núcleo de Medicina de Estilo de Vida do
Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre.
De acordo com o relatório do The Lancet, nos últimos 20
anos, o aumento da mortalidade relacionado ao calor
excessivo em pessoas com mais de 65 anos aumentou
em 53,7%.
Os riscos são maiores para pessoas com comorbidades,
pessoas idosas, especialmente aquelas com saúde
fragilizada, crianças (por ainda estarem com o organismo
em formação), trabalhadores que precisam se expor ao
sol (como vendedores ambulantes), e aqueles que fazem
uso de medicações que, por algum motivo, tornam-se
mais vulneráveis.
"É o caso de pacientes que tomam remédios diuréticos
por exemplo. Eles, naturalmente, já perdem mais água, e
precisam de cuidado extra com hidratação", aponta
Daudt.
Embora algumas regiões do Brasil frequentemente
experimentem altas temperaturas durante o mês de
setembro, os brasileiros estão geralmente mais
adaptados ao calor em comparação com populações de
países europeus.
A alternativa que contém locução adjetiva com valor de
adjetivo é: