O texto abaixo servirá de base para responder a questão.
A RIQUEZA DA PALAVRA NO SEU ENIGMÁTICO
SILÊNCIO
(1º§) O silêncio não é a negação da palavra,
tampouco a palavra é a negação do silêncio. Há
silêncios eloquentes, como há também palavras vãs.
É, precisamente, a continuidade entre um estado e outro que forma a trama completa da nossa vida e
do nosso espírito. As palavras são bem enigmáticas!
Elas têm poder fantástico.
(2º§) É na riqueza do nosso silêncio interior que se
forma a qualidade de nossas manifestações verbais.
Como é na riqueza de sua repercussão no silêncio
posterior que reside o sentido mais profundo no
nosso privilégio verbal. A pobreza pode ser
descartada deste contexto.
(3º§) O homem é a única criatura que fala. Mas é
também a única que sabe dar ao silêncio o seu
sentido profundo. O silêncio dos seres humanos, das
pedras, das florestas, dos animais, só tem sentido
para nós, seres verbais, que damos um significado
positivo, poético, filosófico, religioso a este silêncio
das coisas e dos seres infra-humanos.
(4º§) Como o rumor de nossas palavras só tem
sentido porque nelas se reflete o mundo infinito que
está para lá de sua sonoridade, o mundo dos
sentimentos, das ideias e das grandes realidades,
deve-se preservá-las na sua riqueza semântica.
Portanto, considera-se que, mais do que bradar algo
para o mundo, o silêncio deve prevalecer como uma
caixinha de segredos! Do silencio é que se pode
obter o que existe na magia das intenções
humanas!.
Tristão de Athayde era o pseudônimo de Alceu de Amoroso Lima (1893-1983),
editor, escritor, cronista e crítico literário. Membro da Academia Brasileira de
Letras.
Analise a frase conceitual: "Ausência total ou relativa
de sons audíveis, podendo-se também referir-se a
qualquer ausência de comunicação, ainda que por
meios diferentes da fala".
O conteúdo da frase estabelece relação de sentido
com:
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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teste
Parabéns! Você acertou!
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