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Q3128022 Medicina
No contexto do tratamento do câncer na infância, relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando o uso das drogas listadas abaixo às suas respectivas toxicidades tardias mais frequentes. 
Coluna 1
1. Déficit neurocognitivo. 2. Leucemia secundária. 3. Fibrose pulmonar. 4. Perda de estatura.
Coluna 2
( ) Etoposide.
( ) Bleomicina.
( ) Mesilato de imatinibe.
( ) Metotrexato. 
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas

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Gabarito: D) 2 – 3 – 4 – 1

Comentário:

A questão aborda a relação entre quimioterápicos utilizados em Oncologia Pediátrica e suas principais toxicidades tardias. Além do entendimento dos efeitos imediatos do tratamento, o oncologista clínico deve estar atento às consequências prolongadas, fundamentais para o seguimento e cuidado integral dos sobreviventes do câncer infantil.

Vamos associar cada droga à sua toxicidade mais importante, conforme solicitado:

  • Etoposídeo: Leucemia secundária
    O etoposídeo é notoriamente associado ao risco aumentado de leucemia mieloide aguda secundária, devido à sua ação sobre a topoisomerase II, gerando quebras de DNA e alterações genéticas.
    Fonte: Harrison’s Principles of Internal Medicine, 20ª edição.
  • Bleomicina: Fibrose pulmonar
    A bleomicina tem alta afinidade pelo tecido pulmonar e pode gerar dano oxidativo crônico, evoluindo para fibrose pulmonar irreversível.
    "Pulmonary toxicity is the dose-limiting toxicity of bleomycin", UpToDate.
  • Mesilato de imatinibe: Perda de estatura
    Em crianças, o imatinibe pode impactar negativamente o crescimento, afetando ossificação e remodelação óssea, levando à perda de estatura.
    Diretriz da Sociedade Brasileira de Pediatria: efeitos do uso prolongado, p. 40.
  • Metotrexato: Déficit neurocognitivo
    A administração sistêmica ou intratecal de metotrexato pode resultar em déficits neurocognitivos duradouros, sobretudo em pacientes pediátricos.
    Lancet Oncology 2018;19(12):e654–e666.

Impacto das alternativas incorretas:
As demais opções invertem relações fundamentais ou trocam os agentes de toxicidade, o que pode confundir o candidato distraído. Por exemplo, associar etoposídeo à perda de estatura ou bleomicina a efeitos neurocognitivos não está respaldado na literatura. Além disso, questões como esta costumam explorar "pegadinhas" com efeitos colaterais semelhantes em outros grupos de fármacos.

Dica: Em provas, associe a droga à toxicidade mais clássica. Revise os principais efeitos persistentes dos agentes mais usados em pediatria, pois o conteúdo recorrente dos exames foca nessa associação direta.

Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde para acompanhamento de sobreviventes de câncer infantojuvenil: “A monitorização dos efeitos tardios deve ser individualizada conforme o histórico de exposição aos quimioterápicos...”.

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