Analise as assertivas abaixo: I. Os linfomas de baixo grau c...
Analise as assertivas abaixo:
I. Os linfomas de baixo grau correspondem a cerca de 20% dos linfomas da adolescência.
II. Os linfomas anaplásicos Ki-1 (CD-30 positivos) praticamente inexistem abaixo dos 16 anos.
III. O linfoma folicular do tipo pediátrico é raro, mas foi incorporado à classificação da Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2016.
IV. O Epstein-Barr vírus está frequentemente associado à doença linfoproliferativa pós-transplante (PTLD).
Quais estão corretas?
Gabarito comentado
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Tema central:
O tema abordado é a classificação, epidemiologia e associações etiológicas dos linfomas na infância e adolescência, com destaque para subtipos específicos e para a relação do vírus Epstein-Barr (EBV) com condições linfoproliferativas pós-transplante (PTLD). Esses tópicos são fundamentais para um oncologista clínico, pois guiam a abordagem diagnóstica e terapêutica, além de representarem conteúdos frequentemente cobrados em concursos públicos.
Análise das assertivas e alternativa correta (letra E):
III. O linfoma folicular do tipo pediátrico é raro, mas foi incorporado à classificação da Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2016.
Está correta. De acordo com a OMS, revisão de 2016, o linfoma folicular do subtipo pediátrico foi incluído nos critérios classificatórios, reconhecendo sua peculiaridade clínica e genética em relação ao linfoma folicular do adulto. A literatura reforça: “A classificação atual da OMS reconhece o linfoma folicular pediátrico como entidade separada, devido a diferenças histológicas e moleculares.” (Manual OMS, 2016).
IV. O Epstein-Barr vírus está frequentemente associado à doença linfoproliferativa pós-transplante (PTLD).
Correta. O EBV é classicamente associado à PTLD. Segundo revisão da UpToDate e o “Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Linfomas” do Ministério da Saúde, pacientes imunossuprimidos pós-transplante possuem alto risco para desenvolver doenças linfoproliferativas fortemente associadas ao EBV.
Análise das alternativas incorretas:
I. “Os linfomas de baixo grau correspondem a cerca de 20% dos linfomas da adolescência.”
Não há embasamento nas principais diretrizes ou revisões que atestem essa estatística. Os linfomas de baixo grau são raros nessa faixa etária e a maioria dos linfomas em adolescentes são de alto grau (Ex.: linfoma de Burkitt, linfoma linfoblástico).
II. “Os linfomas anaplásicos Ki-1 (CD-30 positivos) praticamente inexistem abaixo dos 16 anos.”
O linfoma anaplásico de grandes células, CD-30 positivo, pode ocorrer sim em crianças e adolescentes. Portanto, a exclusão dessa faixa etária não se justifica segundo as evidências epidemiológicas disponíveis.
Pontos-chave e estratégias de prova:
Fique atento a conceitos epidemiológicos e classificações atualizadas (OMS, 2016). Palavras como “praticamente inexistem” devem ser questionadas, pois tendem a exageros e podem ser pegadinhas em provas. Busque sempre checar associações etiológicas clássicas, como EBV e PTLD.
Resumo: As corretas são III e IV, pois refletem a classificação mais recente da OMS e as principais associações reconhecidas na literatura médica. Resposta correta: E.
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