Leucoplasias e eritroplasias são lesões precursoras do carci...

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Q3734515 Odontologia
Leucoplasias e eritroplasias são lesões precursoras do carcinoma espinocelular, exigindo avaliação histopatológica e molecular para estratificação de risco. Acerca desse tema, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)Análises histopatológicas fornecem informações iniciais sobre leucoplasias e eritroplasias, permitindo avaliar o grau de displasia e hiperplasia epitelial.
(__)Marcadores moleculares como p53 e Ki-67 são úteis na estratificação de risco, indicando instabilidade genética e maior potencial de malignização.
(__)O manejo de leucoplasias e eritroplasias dispensa a análise molecular, já que os achados histopatológicos são suficientes para determinar o tratamento adequado.
(__)A associação de achados histológicos com perfis moleculares aumenta a assertividade diagnóstica e melhora o prognóstico em casos de alto risco.

A sequência está correta em:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O ponto decisivo é que, em leucoplasias e eritroplasias, a histopatologia é a base para avaliar alterações epiteliais e displasia, enquanto p53 e Ki-67 podem atuar como marcadores auxiliares de risco sem substituir a avaliação morfológica; por isso, é falsa a afirmação de que o manejo dispensa análise molecular de forma categórica, e a sequência correta é V-V-F-V.

Tema central: Histopatologia e biomarcadores
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque transforma a segunda e a quarta assertivas em falsas. Isso contraria o ponto médico cobrado: p53 e Ki-67 têm utilidade complementar na estratificação de risco, e a associação entre histologia e biomarcadores pode aumentar a precisão diagnóstica/prognóstica. O erro é confundir método complementar com método inútil.
B
Errada
Incorreta porque nega a primeira e a segunda assertivas e ainda considera verdadeira a terceira. A histopatologia não é acessória; ela é o método central para avaliar arquitetura epitelial, atipias e grau de displasia. Além disso, p53 e Ki-67 podem sim agregar informação de risco. O ponto que exclui a alternativa é a aceitação da terceira assertiva, que faz afirmação absoluta indevida ao dizer que a análise molecular é dispensável.
C
Errada
Incorreta porque considera verdadeira a terceira assertiva. O problema médico está na generalização: histopatologia é indispensável e central, mas isso não autoriza afirmar que ela seja sempre suficiente para toda estratificação prognóstica possível nem que a análise molecular possa ser descartada categoricamente. Biomarcadores não substituem a histologia, mas podem complementar a avaliação.
D
Certa
A alternativa D é a única compatível com o núcleo técnico da questão. A primeira assertiva é verdadeira porque a avaliação histopatológica é a etapa inicial e central para caracterizar alterações epiteliais, incluindo hiperplasia e grau de displasia, que são parâmetros fundamentais de risco. A segunda também é verdadeira porque p53 e Ki-67 funcionam como marcadores auxiliares de desregulação celular e proliferação, podendo contribuir para a estratificação de risco biológico. A terceira é falsa porque erra ao usar formulação absoluta: não se pode afirmar que o manejo dispense análise molecular em termos categóricos, já que ela pode refinar a avaliação prognóstica e de risco. A quarta é verdadeira porque a integração entre morfologia e perfil molecular aumenta a assertividade da classificação de risco, especialmente em lesões com maior preocupação oncológica.
Pegadinha da questão
A banca explorou o uso de termos absolutos na terceira assertiva: dizer que o manejo 'dispensa' análise molecular e que a histopatologia é 'suficiente' em termos categóricos torna a frase falsa. O erro clássico é supervalorizar a histologia a ponto de negar o valor complementar dos biomarcadores.
Dica para questões semelhantes
  • Em lesões orais potencialmente malignas, primeiro identifique qual método é a base diagnóstica: a histopatologia é o exame central para avaliar displasia epitelial.
  • Quando a alternativa trouxer biomarcadores como p53 e Ki-67, leia-os como ferramentas auxiliares de estratificação de risco, não como substitutos da análise morfológica.
  • Desconfie de afirmações categóricas como 'dispensa', 'sempre suficiente' ou 'nunca necessário' quando a questão contrapõe histologia e análise molecular.
  • Se a alternativa falar em integração entre achados histológicos e perfis moleculares, a tendência correta é reconhecer aumento de precisão na avaliação de risco, não substituição de um método pelo outro.

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