São situações em que o transplante alogênico de células prog...
I. Leucemia linfoide aguda pré-T ao diagnóstico.
II. Leucemia mieloide aguda com PML-RARA positivo ao diagnóstico.
III. Leucemia linfoide aguda B em primeira recidiva isolada em sistema nervoso central 28 meses após a remissão.
IV. Leucemia linfoide aguda T recidivada 37 meses após a remissão.
Quais estão corretas?
Gabarito comentado
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Tema central: Trata-se da indicação do transplante alogênico de células progenitoras hematopoéticas (TCTH) em pacientes pediátricos e jovens com leucemias agudas. Para acertar questões como essa em concursos, é fundamental conhecer quais quadros clínicos realmente justificam o encaminhamento para TCTH segundo as diretrizes atuais e o protocolo clínico nacional.
Análise da alternativa correta:
Alternativa B – Apenas IV. A recidiva da leucemia linfoide aguda (LLA) T após 37 meses de remissão configura indicação formal de TCTH alogênico. Segundo protocolos nacionais e internacionais (PCDT Leucemias MS, Diretrizes SBP, UpToDate): “Pacientes com LLA-T recidivada, independente do momento, devem ser avaliados para transplante após resposta à terapia de resgate, devido ao seu prognóstico mais reservado e alto risco de nova recidiva”. O transplante visa consolidar resposta e reduzir risco de recaída, especialmente quando há bom intervalo desde a remissão.
Análise das alternativas incorretas:
I. LLA pré-T ao diagnóstico: Não é indicação primária de TCTH. Inicialmente, a LLA, mesmo subtipo pré-T, recebe quimioterapia intensiva; só casos refratários ou recidivados vão para transplante.
Pegadinha: Diagnóstico inicial ≠ indicação de TCTH.
II. LMA com PML-RARA positiva: Este quadro define leucemia promielocítica aguda (LPA), cuja abordagem padrão é ATRA + quimioterapia, com excelente prognóstico e altíssimas taxas de cura sem transplante. TCTH está reservado para raros casos refratários ou recidivados.
Dica de prova: Não considerar mutações favoráveis como indicação à TCTH inicial.
III. LLA-B, recidiva isolada em SNC após 28 meses: Para LLA-B com recidiva tardia limitada ao SNC, o tratamento com quimioterapia de resgate (incluindo intratecal) mantém o potencial de cura sem TCTH. O transplante é mais discutido em recidiva medular ou precoce, não restrita ao SNC após longo intervalo.
Destaque para estratégia: Sempre avalie subtipo, momento da recidiva, local de recidiva e resposta à quimioterapia. Mantenha-se atento a pegadinhas (como sites de recidiva isolada do SNC ou síndromes genéticas favoráveis/marcadores moleculares).
Referências: Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) Leucemias (Ministério da Saúde, 2020), SBP, UpToDate, Harrison’s.
Resumo final: Somente a assertiva IV está correta. Nas demais, há indicação de manejo menos agressivo ou protocolos de primeira linha com alta eficácia.
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