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Q3128011 Medicina
Um médico está atendendo um jovem com 14 anos com diagnóstico de osteossarcoma convencional não metastático em tíbia esquerda. Ao diagnóstico, estava com dificuldades para caminhar, sendo usado opioide para tratamento eventual de dor local. Após receber três cursos de quimioterapia pré-operatória, apresentou alívio completo da dor local. O diâmetro do tumor teve um aumento de 0,5 cm. O que provavelmente ocorreu e qual é a conduta a ser tomada?
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Tema central da questão: Trata-se do manejo do osteossarcoma convencional não metastático em paciente pediátrico, especificamente sobre a interpretação da resposta tumoral à quimioterapia neoadjuvante e conduta clínica.

Análise e justificativa da alternativa correta (D):

Osteossarcoma é o tumor ósseo maligno primário mais comum em adolescentes. O tratamento padrão inclui quimioterapia neoadjuvante (pré-operatória) seguida de ressecção cirúrgica. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA): “O tratamento do osteossarcoma é multimodal, combinando poliquimioterapia e cirurgia.”

Quando há alívio completo da dor após a quimioterapia, mas ocorre aumento discreto do diâmetro tumoral, isso usualmente não indica progressão da doença. Este aumento pode ser atribuído à formação de matriz óssea inerte, não à proliferação tumoral ativa. O parâmetro decisivo de resposta é a necrose tumoral observada no exame anatomopatológico após a ressecção cirúrgica, e a variação pequena no tamanho, especialmente acompanhada da melhora clínica, não justifica mudança imediata de conduta.

Conforme a diretriz do INCA: “A avaliação da resposta é feita pela análise da necrose tumoral após a cirurgia, e não pelo volume tumoral nas imagens.”

Portanto, seguir com o tratamento proposto e manter a programação cirúrgica é a escolha correta.

Análise das alternativas incorretas:

A) e C): Ambas presumem “progressão” sem considerar o contexto clínico e a fisiopatologia da resposta tumoral. Um discreto aumento no tamanho (0,5 cm), aliado à resolução dos sintomas, sugere componente inerte, não proliferativo.

B): Embora reconheça o componente de matriz óssea inerte, propõe mudar o tratamento sem justificativa clínica/biológica adequada e sem respaldo nas diretrizes.

E): Não há indicação de nova biópsia nesta situação, pois a conduta padrão é cirurgia para ressecção com análise anatomopatológica do espécime.

Pontos-chave para concursos:
Nunca interpretar aumento discreto de volume, sobretudo com melhora clínica e sem metástases, como progressão obrigatória;
Avaliação de resposta é ANATOMOPATOLÓGICA (necrose tumoral), não apenas radiológica;
Siga protocolos oficiais (INCA, UpToDate): mantenha a conduta programada até avaliação cirúrgica.

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