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Q3128007 Medicina
Uma menina com sete anos de idade, com história de febre há uma semana e surgimento de manchas roxas pelo corpo, chegou ao pronto-socorro com hemograma com Hb 5,6 g/dL, 70.300 leucócitos/mm³, com 50% blastos. Plaquetas 17.000. A citometria de fluxo apresentava os seguintes marcadores: CD 45, coexpressando CD 19 (79%); c-TDT (87%); CD 22 coexpressando CD 10 (77,2%) HLA-Dr (83%), CD 2 (3%), CD 3 (4%), CD 33 (3%) CD 13 (2%), MPO (1%). Trata-se possivelmente de uma: 
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Tema central: Esta questão aborda o diagnóstico da Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) em pediatria, com ênfase na interpretação do hemograma e imunofenotipagem. Destaca-se a importância dos marcadores de superfície para diferenciar tipos de leucemias, conceito fundamental para oncologistas clínicos e para concursos.

Justificativa da alternativa correta (B): A paciente apresenta anemia, trombocitopenia e leucocitose com alto percentual de blastos, quadro sugestivo de leucemia aguda. Na imunofenotipagem destacam-se: CD19, CD10 (CALLA), CD22 e c-TDT positivos, marcadores clássicos de linhagem B pré-cursora. O CD10 (CALLA) está presente em leucemias pré-B comuns (common ALL), sendo importante para classificação, prognóstico e conduta terapêutica. Segundo o Ministério da Saúde e protocolos do UpToDate, a expressão conjunta desses marcadores é definidora da LLA pré-B CALLA positivo (B).

Análise das alternativas incorretas:

A) LLA T CALLA negativo: Incorreta pois a expressão predominante é de marcadores B e não T (CD2/CD3 baixos, tipicamente altos na LLA T).

C) Leucemia bifenotípica: Errada, já que não há coexpressão relevante de marcadores mieloides e linfóides, critério da OMS para esse diagnóstico.

D) LMA com marcadores aberrantes: Não há predominância de marcadores mieloides (MPO, CD13, CD33 baixos), não compatível com leucemia mieloide.

E) LLA T Filadélfia positivo: Além de indicar linhagem T, não há dados de alteração genética ou marcadores Filadélfia no caso apresentado.

Dicas de prova: Atenção à expressão dos marcadores imunofenotípicos; foque nos percentuais superiores para identificar a linhagem predominante. Pegadinhas frequentes incluem alternativas com “marcadores aberrantes” ou diagnósticos duplos sem base laboratorial suficiente. Palavras-chave como CD19, CD10, TdT devem acionar o raciocínio para LLA B em pediatria.

Diretrizes: De acordo com protocolos nacionais, “a identificação de CD19, CD10 (CALLA) e TdT define o diagnóstico de LLA pré-B” (Manual de Diagnóstico e Tratamento do Ministério da Saúde, p.47). O conhecimento dessas diretrizes é essencial para garantir decisões assertivas em concursos.

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