A história do preconceito linguístico no Brasil remonta e coincide com a implantação da língua
portuguesa em solo nacional, de forma cabal e definitiva, a partir de 1758, com a Lei do Diretório dos Índios.
A partir dessa medida, Portugal expulsa os jesuítas do país, praticamente silencia a língua geral, ou tupi da
Costa, a língua veicular de índios, brancos e negros até então, e impõe efetivamente o português. Nesse
processo, há registros de lutas e chacinas, que não fazem parte das páginas da história oficial do país.
Essa trajetória de imposição linguística assume requintes igualmente cruéis no século XX, mais
especificamente entre 1941 e 1945, durante o Estado Novo de Getúlio Vargas. Registram-se nesses anos,
segundo Oliveira (2000), o fechamento de gráficas, a ocupação de escolas comunitárias, além de perseguições
e torturas. O governo Vargas, em nome do purismo e da homogeneização linguística, empreende ferrenha
perseguição aos usos das comunidades de imigração estrangeira, notadamente na região Sul do país. Assim, a
população de origem europeia, sobretudo alemães, italianos e seus descendentes, estava proibida, por força de
lei, de se expressar, em qualquer lugar, hora e condição, por outra língua que não fosse a portuguesa.
(OLIVEIRA, R. O. Preconceito linguístico, variação e o papel da universidade. Cadernos de Letras da UFF –
Dossiê: Preconceito linguístico e cânone literário, n. 36, p. 115-129, 1. sem. 2008. p. 116-117 – com alterações)
Assinale a alternativa que apresenta análise INCORRETA em relação à concordância verbal.