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Q4152509 Medicina
A pandemia pela Covid-19 ainda é um grande desafio no que se refere ao seu tratamento e nas políticas de prevenção e diminuição da sua morbimortalidade, sendo a definição de grupos de risco importante para a gestão de recursos preventivos. Assim sendo, das doenças endocrinológicas, tem maior risco de desfecho desfavorável quanto à morbimortalidade da Covid-19, uma paciente com
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O critério decisivo é o maior risco epidemiológico e fisiopatológico de Covid-19 grave entre as endocrinopatias listadas; como o enunciado pede a condição com maior morbimortalidade, a alternativa com diabetes e obesidade é a correta, pois ambas têm associação consistente com hospitalização, UTI, ventilação mecânica e morte, ao contrário das demais endocrinopatias tratadas ou compensadas.

Tema central: Risco endócrino na Covid-19
Análise das alternativas
A
Certa
Diabetes e obesidade são as condições da lista com associação mais robusta e reprodutível a desfechos desfavoráveis na Covid-19. O diabetes se relaciona a pior resposta imune, maior inflamação sistêmica, disfunção endotelial e maior risco trombótico, além de o descontrole glicêmico piorar a evolução infecciosa. A obesidade acrescenta inflamação crônica de baixo grau, pior mecânica ventilatória, maior risco cardiometabólico e estado pró-trombótico. Quando coexistem, potencializam a vulnerabilidade metabólica, inflamatória e respiratória, o que sustenta a escolha da alternativa A.
B
Errada
Insuficiência adrenal em tratamento não tem, isoladamente, associação epidemiológica comparável à de diabetes e obesidade como fator major de morbimortalidade por Covid-19. O problema médico relevante nessa condição é o risco de descompensação e crise adrenal durante infecção aguda se houver manejo inadequado do glicocorticoide, o que é diferente de ser o principal fator populacional de pior prognóstico por Covid-19 entre as opções.
C
Errada
Doença autoimune da tireoide isolada não é reconhecida como determinante epidemiológico maior de Covid-19 grave. A presença de autoimunidade, por si só, não coloca essa condição no mesmo patamar de risco de diabetes e obesidade para hospitalização, ventilação mecânica ou morte.
D
Errada
Hipopituitarismo tratado, por si só, não figura classicamente entre os principais fatores de risco para pior desfecho por Covid-19. Em paciente compensada, o risco depende mais de reposição inadequada, insuficiência adrenal central associada e comorbidades concomitantes do que do diagnóstico isolado; por isso, não supera diabetes e obesidade como fator epidemiológico de gravidade.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre endocrinopatias potencialmente graves quando descompensam e comorbidades que realmente têm maior peso epidemiológico para Covid-19 grave. A pergunta não é sobre risco de crise específica da doença endócrina, mas sobre maior morbimortalidade por Covid-19.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão pedir maior risco de morbimortalidade, priorize a força da associação epidemiológica, não apenas a gravidade teórica de uma descompensação aguda.
  • Em Covid-19, diabetes e obesidade devem ser reconhecidos como comorbidades endócrino-metabólicas de alto impacto prognóstico.
  • Não iguale endocrinopatia tratada ou compensada a fator major de risco sem evidência de associação populacional consistente.
  • Diferencie risco da infecção viral do risco de complicação própria da endocrinopatia durante a infecção.

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