Leia o caso clínico a seguir. Paciente do sexo feminino, de...
Paciente do sexo feminino, de 23 anos, procura atendimento endocrinológico com queixa de acne, oleosidade da pele e aumento de pelos na face, confirmados no exame físico. Refere também que os ciclos menstruais geralmente são irregulares, com intervalos de até 90 dias. Nega doenças crônicas, uso de medicamentos e doenças familiares dignas de nota. Não tem vida sexual. Foi solicitada ultrassonografia pélvica que revelou ovário direito com 12 cm³ e ovário esquerdo com 15 cm³, porém, sem presença de micropolicistos, útero normal. Os níveis séricos dos androgênios testosterona, androstenediona, DHEA e SDHEA se encontravam dentro do limite da normalidade. O médico que a atendeu fez diagnóstico de síndrome dos ovários policísticos (SOP).
De acordo com os critérios de Rotterdam para o diagnóstico de SOP, essa paciente
Gabarito comentado
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Gabarito: B
Fundamento decisivo: Pelos critérios de Rotterdam, o diagnóstico de SOP exige 2 de 3 critérios, após exclusão de outras causas. Nesta paciente, há disfunção ovulatória/oligomenorreia e hiperandrogenismo clínico, o que já confirma SOP; por isso, androgênios séricos normais e ausência de micropolicistos ao ultrassom não afastam o diagnóstico. A dosagem de 17OH-progesterona é indicada para excluir hiperplasia adrenal congênita não clássica.
- Em SOP, conte os 3 critérios de Rotterdam e confirme o diagnóstico quando houver 2 deles, após excluir outras causas.
- Hiperandrogenismo clínico vale como critério mesmo com testosterona, androstenediona, DHEA e SDHEA normais.
- Ausência de morfologia policística no ultrassom não exclui SOP se oligo/anovulação e hiperandrogenismo já estiverem presentes.
- Em mulher jovem com hiperandrogenismo e irregularidade menstrual, lembre da 17OH-progesterona para afastar hiperplasia adrenal congênita não clássica.
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