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Q4152506 Medicina
Leia o caso clínico a seguir.

Jovem de 16 anos, do sexo feminino, com diabetes tipo 1 há seis anos, em tratamento ambulatorial com insulinas, chega ao pronto-socorro com febre, náuseas, desidratação. Ao exame: glicemia 360 mg/dl; potássio 3,1 (VR 3,5 5,0); leucócitos 14000, pH 7,1 (VR 7,35-7,45); sódio 136mEq/L (VR 135-145); magnésio normal.

Nesse caso, a conduta no momento é:
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O critério que decide a questão é cetoacidose diabética com hipocalemia: DM1, glicemia 360 mg/dL, pH 7,1, desidratação e náuseas caracterizam CAD, e o potássio de 3,1 mEq/L obriga reposição de potássio antes ou junto do início da insulina, porque a insulinoterapia reduz o potássio sérico; por isso, a conduta correta é a que associa hidratação, correção do potássio, insulinoterapia apropriada e tratamento do fator precipitante.

Tema central: CAD com hipocalemia
Análise das alternativas
A
Errada
Errada porque reduz uma cetoacidose diabética a simples retomada do esquema ambulatorial. O quadro tem acidose importante, desidratação e hiperglicemia, exigindo manejo agudo com fluidos, correção eletrolítica e insulinoterapia apropriada. Reintroduzir apenas basal-bolus não corrige adequadamente a emergência metabólica nem enfrenta a hipocalemia.
B
Errada
Errada porque propõe ajuste crônico/subagudo de dose de insulina para um quadro que é de emergência. Aumentar a dose total em 20% não trata a acidose nem a desidratação e ignora a necessidade obrigatória de reposição de potássio diante de K 3,1 mEq/L. Em CAD, não se aplica lógica de ajuste ambulatorial simplificado.
C
Errada
Errada porque, embora reconheça hidratação, insulina e tratamento da infecção, omite o passo decisivo neste caso: reposição de potássio. Com potássio sérico já baixo, administrar insulina em bolus endovenoso sem correção do potássio pode piorar a hipocalemia. O erro médico específico da alternativa é desconsiderar o efeito da insulina de reduzir ainda mais o potássio sérico.
D
Certa
A alternativa D é a única que trata o caso como emergência metabólica e incorpora o dado decisivo do enunciado: hipocalemia. Na cetoacidose diabética, o manejo inicial se baseia em reposição volêmica, correção de distúrbios eletrolíticos e insulinoterapia, além do tratamento do gatilho. Como a paciente tem potássio sérico de 3,1 mEq/L, iniciar insulina sem repor potássio pode agravar a hipocalemia, porque a insulina promove entrada de potássio na célula. Por isso, a sequência correta inclui hidratação com solução fisiológica, reposição de potássio, insulinoterapia no contexto agudo, tratamento da infecção precipitante e só depois retorno ao esquema basal-bolus habitual.
Pegadinha da questão
A banca induz ao impulso de marcar a opção com insulina endovenosa e tratamento da infecção, mas o dado que muda a conduta é o potássio de 3,1 mEq/L; quem ignora a hipocalemia erra o manejo inicial da CAD.
Dica para questões semelhantes
  • Em DM1 com hiperglicemia, acidose e desidratação, pense primeiro em cetoacidose diabética, não em ajuste ambulatorial de insulina.
  • Na CAD, sempre confira o potássio antes de aceitar uma alternativa com insulina como suficiente.
  • Se houver hipocalemia, elimine opções que iniciem insulinoterapia sem reposição de potássio.
  • Tratar o fator precipitante é necessário, mas não substitui hidratação, correção eletrolítica e insulinoterapia do quadro metabólico.

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