Leia o caso clínico a seguir. Durante plantão na emergência...

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Q4152501 Medicina
Leia o caso clínico a seguir.

Durante plantão na emergência, paciente chega com cefaleia intensa, náuseas e vômitos, com déficit visual em olho direito. Ao exame, consciente, regular estado geral. PA: 90x60 mmHG e FC 86 BPM. Tem antecedente de fazer acompanhamento por macroadenoma hipofisário.

Nesse caso, qual a conduta para confirmação diagnóstica e tratamento imediato?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O caso reúne cefaleia súbita intensa, náuseas/vômitos, déficit visual e hipotensão em paciente com macroadenoma hipofisário, quadro típico de apoplexia hipofisária. Nessa situação, a confirmação preferencial é por ressonância magnética de sela túrcica e a medida imediata é corticoterapia endovenosa, pelo risco de insuficiência adrenal aguda.

Tema central: Apoplexia hipofisária
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. A tomografia é inferior à ressonância magnética para confirmar apoplexia hipofisária. Além disso, punção liquórica não confirma esse diagnóstico e não trata a emergência; em quadro de lesão expansiva selar aguda com déficit visual, ela não tem papel de rotina e ainda pode atrasar a medida prioritária, que é a corticoterapia endovenosa.
B
Errada
Incorreta. Cabergolina é tratamento de prolactinoma, e o enunciado não autoriza afirmar que o macroadenoma seja prolactinoma. Mais importante: cabergolina não trata a apoplexia hipofisária aguda com hipotensão e déficit visual. Também erra no exame, porque a tomografia não é o método confirmatório preferencial.
C
Errada
Incorreta. A ressonância magnética está adequada como exame, mas a cirurgia transcraniana de urgência não é a medida inicial padrão nesse quadro. Na apoplexia hipofisária, a prioridade imediata é estabilização clínica com corticoterapia endovenosa diante do risco de insuficiência adrenal aguda. A descompressão cirúrgica pode ser necessária conforme gravidade neuro-oftalmológica e evolução, mas isso não substitui a corticoterapia inicial; além disso, a alternativa ainda fixa via transcraniana como urgência universal, o que não corresponde ao critério decisivo da questão.
D
Certa
A alternativa D reúne exatamente os dois pontos decisivos do caso. A ressonância magnética de sela túrcica é o exame confirmatório preferencial porque avalia melhor hemorragia ou infarto hipofisário e a compressão da região selar do que a tomografia. A corticoterapia endovenosa é a medida imediata essencial porque a hipotensão, no contexto de apoplexia hipofisária, sugere insuficiência adrenal aguda por deficiência abrupta de ACTH, além de haver efeito expansivo agudo com comprometimento visual.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de valorizar apenas o déficit visual e indicar cirurgia imediata, ou de tratar todo macroadenoma como prolactinoma, esquecendo que o caráter súbito do quadro com hipotensão aponta para apoplexia hipofisária e torna a corticoterapia endovenosa a prioridade inicial.
Dica para questões semelhantes
  • Macroadenoma hipofisário com cefaleia súbita intensa, vômitos e déficit visual deve fazer pensar primeiro em apoplexia hipofisária.
  • Se houver hipotensão nesse contexto, considere insuficiência adrenal aguda como dado decisivo para indicar corticoterapia endovenosa imediata.
  • Para confirmação de apoplexia hipofisária, prefira ressonância magnética de sela túrcica em vez de tomografia quando a questão pedir o melhor exame.
  • Cirurgia pode entrar conforme gravidade e evolução, mas não substitui a medida inicial de estabilização com glicocorticoide.

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