Leia o caso clínico a seguir. Paciente do sexo masculino, d...
Paciente do sexo masculino, de 83 anos, com diagnóstico de arritmia por doença de Chagas, em uso de amiodarona 200 mg/dia, apresentou descompensação cardíaca. Durante investigação observou-se: TSH: 0,01 mUI/L (VR 0,4 a 4,0) e T4 livre: 2,5 ng/dl (VR 0,8-1,9), US de tireoide com doppler mostrou ausência de vascularização e cintilografia de tireoide mostrou-se hipocaptante.
Nesse caso, o diagnóstico e a conduta adequada são, respectivamente:
Gabarito comentado
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Gabarito: B
Fundamento decisivo: Doppler sem vascularização e cintilografia hipocaptante caracterizam tireoidite destrutiva induzida por amiodarona, isto é, TIA 2; nesse mecanismo, e não em hiperprodução hormonal, a conduta inicial adequada é corticoterapia.
- Primeiro confirme tireotoxicose bioquímica; depois use Doppler e cintilografia para definir se o mecanismo é hiperprodução ou destruição.
- Baixa vascularização ao Doppler junto com hipocaptação na cintilografia favorece TIA 2 e direciona para glicocorticoide.
- Se a glândula é hipocaptante, radioiodo não é resposta lógica.
- Em tireotoxicose com repercussão cardiovascular, omitir tratamento específico é tecnicamente inadequado.
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