Um dia, Albert Einstein estava viajando de
trem após sair da Universidade de Princeton, e o cobrador entrou no vagão para conferir as passagens. O jovem reconheceu imediatamente o famoso cientista,
que começou a procurar o bilhete nos bolsos do paletó,
da calça, na pequena mala, mas não encontrava.
Percebendo a situação, o cobrador disse com
tranquilidade:
- Dr. Einstein, sei quem o senhor é. Todos aqui
sabem. Tenho certeza de que o senhor comprou a passagem. Não se preocupe.
Einstein agradeceu com um sorriso. O cobrador seguiu adiante, mas antes de sair do vagão, olhou
para trás e viu Einstein ajoelhado, procurando o bilhete
debaixo do assento.
Intrigado, voltou e insistiu:
- Como eu disse, não há problema algum. Sabemos quem o senhor é, fique tranquilo.
Foi então que Einstein respondeu, com toda a
sua genial simplicidade:
- Meu jovem, eu também sei quem eu sou. O
que eu não sei é para onde estou indo. Por isso preciso
encontrar o meu bilhete.
Não há comprovação de que tal história tenha
realmente acontecido, no entanto há uma importante
mensagem nela contida: identidade não substitui direção.
Saber quem você é, seu nome, sua história,
suas conquistas, nada disso garante que você vá ao lugar certo. Reconhecimento, inteligência, status ou talento não dizem nada sobre o rumo da sua vida se você
não tiver clareza de propósito.
Assim a historinha da viagem de Einstein ensina que não basta ser alguém importante; é preciso saber para onde se vai. Que a confiança dos outros em
você não elimina a necessidade de autoconhecimento
e escolha consciente. E que até os mais brilhantes precisam parar, se ajoelhar e conferir o próprio “bilhete”,
que pode ser entendido como os seus valores, metas e
decisões.
Acho que, neste contexto, o verdadeiro risco
não era nem o homem ter perdido o bilhete, era ter seguido uma viagem sem saber o destino.