Segundo Dorziat (1998), mais do que a utilização de uma líng...

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Q3735844 Libras
Segundo Dorziat (1998), mais do que a utilização de uma língua, os surdos precisam de ambientes educacionais estimuladores, que desafiem o pensamento, explorem suas capacidades, pois se somente o uso de uma língua bastasse para aprender, as pessoas ouvintes não teriam problemas de aproveitamento escolar, já que entram na escola com uma língua oral desenvolvida. O ambiente em que o surdo está inserido, principalmente o da escola, pode comprometer o desenvolvimento do pensamento se
Alternativas

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Tema central da questão: O foco está na importância de ambientes educacionais estimuladores para o desenvolvimento do pensamento de alunos surdos, em especial no papel das trocas simbólicas com o meio físico e social para crianças surdas, de acordo com Dorziat (1998).

Entendendo o conceito: O desenvolvimento cognitivo dos alunos surdos, de acordo com estudiosos como Piaget e Vygotsky, depende da participação ativa em situações de intercâmbio simbólico: interações sociais, uso de línguas (Libras, português) e situações de aprendizagem desafiadoras. Ou seja, não basta apenas dominar um código linguístico; é essencial vivenciar situações ricas em comunicação, colaboração e significação.

Justificativa da alternativa correta (A): A alternativa A reconhece que, se não houver oportunidades para realizar trocas simbólicas (interações com pessoas, objetos, situações), o desenvolvimento do pensamento será prejudicado. Isso ocorre porque o pensamento se amplia a partir das experiências sociais compartilhadas, conforme enfatiza Vygotsky (zona de desenvolvimento proximal) e Piaget (reorganização das estruturas cognitivas).

Por que as demais estão erradas?

  • B) O português sinalizado, citado aqui, não é obrigatório para todos os surdos nem está diretamente ligado à questão das trocas simbólicas, que é o ponto central. Além disso, a aquisição de língua portuguesa, por si só, não garante o desenvolvimento pleno sem um ambiente de interações ricas.
  • C) Investir na língua natural dos surdos (Libras) fortalece, e não compromete, o desenvolvimento do pensamento. O erro está em sugerir que rejeitar a “normalização da surdez” seria prejudicial, quando na verdade valoriza a identidade surda e enriquece as trocas simbólicas.
  • D) Fomentar relações sociais e afetivas é justamente o oposto de prejudicar o desenvolvimento cognitivo – essa alternativa, portanto, descreve algo positivo e não uma situação problemática.

Estratégia para provas: Ao resolver questões como esta, tente identificar o conceito-chave no enunciado (neste caso, trocas simbólicas e desenvolvimento cognitivo). Leia com atenção para não se confundir com generalizações ou para não atribuir à língua um papel isolado do contexto social de aprendizagem.

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