Homem, 27 anos, com queixa de tosse e inapetência há trinta ...
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Tema central: A questão envolve a abordagem de um paciente jovem com quadro respiratório arrastado, sintomas clássicos de infecção pulmonar e sinais vitais estáveis. O objetivo é decidir a melhor conduta segundo evidências e protocolos em Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC).
Análise clínica e justificativa da alternativa correta (C): O paciente não apresenta sinais de gravidade: está orientado, pressão arterial normal, frequência respiratória < 30, saturação mantida em ar ambiente e não tem ureia elevada. Portanto, ele é classificado como PAC leve. Segundo as Diretrizes Brasileiras para PAC (2009), pacientes sem critérios de gravidade e sem complicações radiográficas, como derrame pleural complicado ou abscesso, são candidatos ao tratamento ambulatorial.
"PAC leve – tratamento ambulatorial." (Diretriz, Critérios de Gravidade).
Escore CURB-65 aplicado:
– Confusão: não
– Ureia > 50 mg/dL: não (ureia 20)
– FR ≥ 30: não (24)
– PA sistólica < 90 ou diastólica ≤ 60 mmHg: não (110x80)
– Idade ≥ 65 anos: não (27 anos)
Total: 0 pontos → tratamento ambulatorial adequado.
Análise das alternativas incorretas:
A) Radiografia de tórax mostrando padrão em árvore de brotamento
Erro: O padrão em árvore de brotamento indica processos infecciosos bronquiolares (ex: tuberculose ativa, bronquiolite), mas não é típico nem altamente sugestivo de PAC clássica.
B) Cobertura obrigatória para anaeróbios na PAC prolongada
Erro: Cobertura de anaeróbios é reservada para quadros de abscesso pulmonar, pneumonia aspirativa ou fatores de risco específicos. Na PAC comum, não há indicação de cobertura de rotina para anaeróbios.
D) Investigação de tuberculose: aguardar antibióticos para iniciar tratamento
Erro conceitual: Se for confirmada tuberculose, deve-se iniciar tratamento específico imediatamente e suspender antibióticos para PAC, não o contrário. Esperar pode atrasar o controle da doença e aumentar o risco de contágio.
Dica de interpretação: Fique atento a sinais clínicos de gravidade nas questões, como confusão, saturação baixa ou PA muito baixa, que mudam toda a conduta. Palavras como “árvore de brotamento” ou “obrigatória cobertura” para germes não prevalentes costumam ser pegadinhas.
Referência: Diretrizes Brasileiras para PAC em Adultos Imunocompetentes, 2009.
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