Sobre a abordagem dos derrames pleurais, assinale a afirmati...
Sobre a abordagem dos derrames pleurais, assinale a afirmativa correta.
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Comentário da Questão – Derrame Pleural e Toracocentese
Tema central: A questão aborda os princípios técnicos para a realização segura da toracocentese, enfatizando o local correto de punção. Esse conhecimento é fundamental ao médico clínico, pois um procedimento inadequado pode causar graves complicações, como sangramento (por lesão vascular) ou pneumotórax.
Alternativa Correta:
C) Um local adequado para a realização da punção na toracocentese seria na região subescapular e na borda superior do arco costal, de modo a evitar o feixe vásculo-nervoso.
Justificativa Clínica: O feixe vásculo-nervoso intercostal (veia, artéria e nervo) está localizado na borda inferior das costelas, motivo pelo qual a punção deve ser feita na borda superior da costela inferior no espaço intercostal escolhido. A região subescapular (normalmente 7º a 9º espaço intercostal, linha axilar média ou posterior) é tradicionalmente recomendada para maior segurança e eficácia.
Segundo o Protocolo Clínico do HUWC, “...pode-se usar como referência espaços acima da 9ª costela, no bordo superior, com 5-10 cm de distanciamento da coluna vertebral com intuito de evitar a punção acidental de órgãos intra-abdominais.”
Análise das Alternativas Incorretas:
A) Tosse após toracocentese pode ser sintoma de reexpansão pulmonar, mas também pode indicar complicações. Portanto, não é correto afirmar que nunca se associa a problemas.
B) Nem todo derrame pleural novo maior que 1 cm tem indicação automática de toracocentese. A decisão é baseada em fatores clínicos (ex: sintomas, suspeita de exsudato, diagnóstico incerto), conforme definido em diretrizes como Light RW – “Pleural Diseases”, que recomenda avaliação individualizada.
D) A radiografia de controle não é rotineiramente indicada após toda toracocentese. Segundo protocolos de boas práticas assistenciais, só é indicada nos casos em que há sintomas sugestivos de complicação (como dispneia súbita, hipoxemia, suspeita clínica de pneumotórax), e não há evidência robusta de pneumotórax em 20% de todas as toracocenteses.
Dica de prova: Sempre atente-se à anatomia de referência para procedimentos invasivos e à terminologia “absoluta” nas alternativas (“todos”, “sempre”, “nunca”), que frequentemente representam pegadinhas.
Fontes de referência:
– Protocolo Clínico do HUWC, tópico 7.4.
– Light RW. Pleural Diseases. 7th ed.
– UpToDate: “Thoracentesis: Clinical manifestations, procedure, and complications”.
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