Em uma ação de fiscalização num estabelecimento comercial no...
Acerca da fiscalização tributária municipal, identifique a alternativa correta conforme disposto na Lei n.º 899/1975.
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Gabarito: A
Fundamento decisivo: Lei Municipal nº 1.826/1993, art. 1º e art. 2º, Município de Santana de Parnaíba: "Art. 1º - Compete a Fiscalização Fazendária Municipal por seus órgãos e agentes especializados, a fiscalização do cumprimento das normas da legislação tributaria. Art. 2º - Para efeito da legislação tributária no tem aplicação quaisquer disposições legais excludentes ou limitativas do direito e do fisco municipal de examinar mercadorias, livros, arquivos, documentos, papeis e efeitos correrciais ou fiscais, dos contribuintes e responsáveis pela obrigação tributaria, ou da obrigação destes de exibi-los." No caso, o agente fiscal municipal pode exigir a apresentação de documentos fiscais e registros contábeis, pois a lei atribui essa competência à Fiscalização Fazendária Municipal e assegura ao fisco o direito de examinar documentos, impondo ao contribuinte o dever de exibi-los.
- Quando a alternativa tratar de fiscalização tributária, procure dois pontos: competência legal do fisco para fiscalizar e dever do contribuinte de exibir documentos.
- Se a norma disser que o fisco pode examinar livros e documentos, isso já elimina alternativas que falem em recusa livre do contribuinte.
- Desconfie de alternativas que limitem a fiscalização a certos contribuintes, se a lei usar fórmula ampla como todas as pessoas sujeitas a obrigações tributárias.
- Não confunda poder de fiscalização com poder de dispensar tributo: sem autorização legal expressa, o agente fiscal não pode afastar a cobrança.
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Comentários
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Fiz a questão pela logíca.
Gab. A - A legislação tributária municipal segue a lógica geral do Direito Tributário brasileiro: a Administração Pública tem o poder-dever de fiscalizar o cumprimento das obrigações tributárias. Para isso, o agente fiscal pode exigir a apresentação de livros fiscais, documentos contábeis e demais registros necessários à verificação.
A administração fazendária tem o poder discricionário de no exercício do seu poder de policia fiscalizatório solicitar livros contábeis e outros documentos que tenham relação com fiscalização.
A
A autoridade municipal tem competência e poder de império para fiscalizar o cumprimento das obrigações tributárias e exigir a exibição de livros e documentos do contribuinte, Lei 899/1975 e o CTN. O dever de colaboração do particular é a regra, sendo ilegal a recusa. A fiscalização abrange qualquer sujeito passivo e o agente fiscal não possui discricionariedade para dispensar tributos por decisão individual.
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A) Correta: O Código Tributário Nacional (CTN) e as normas de fiscalização municipal, em alinhamento com o princípio da autotutela e do poder de polícia administrativa, conferem à autoridade administrativa plena competência para fiscalizar o cumprimento das obrigações tributárias. Nos termos do artigo 194 do CTN (norma geral aplicável aos entes municipais), a legislação tributária pode instituir medidas preventivas e fiscalizatórias, sendo o contribuinte obrigado a exibir livros, documentos e registros solicitados.
B) Incorreta: O contribuinte possui o dever instrumental de colaboração com a fiscalização. A recusa injustificada em apresentar documentos fiscais e contábeis pode configurar crime contra a ordem tributária (Lei n.º 8.137/1990) e ensejar a imposição de multas pelo descumprimento de obrigação acessória.
C) Incorreta: A fiscalização tributária não possui discriminação por porte da empresa. Ela incide sobre todo e qualquer sujeito passivo que se enquadre no fato gerador do tributo, seja pessoa física ou jurídica, de pequeno, médio ou grande porte, observados os critérios de seleção da administração.
D) Incorreta: A dispensa de cobrança de tributo não é ato discricionário do agente fiscal. Tal ato feriria o Princípio da Indisponibilidade do Interesse Público. A autoridade administrativa está vinculada ao princípio da legalidade. Para que haja dispensa de cobrança, deve haver previsão em lei (ex: remissão ou anistia), e não uma decisão individual e arbitrária do agente.
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