No desenvolvimento do projeto executivo arquitetônico de um ...

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Ano: 2026 Banca: FUNDATEC Órgão: GHC-RS
Q3950604 Arquitetura
No desenvolvimento do projeto executivo arquitetônico de um EAS, os requisitos de acabamento, forros, tubulações e elementos construtivos devem atender às exigências sanitárias estabelecidas pela RDC nº 50/2002, visando à adequada limpeza, desinfecção e controle de infecções. Considerando essas disposições, assinale a alternativa correta. 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

O que precisava saber: Era necessário conhecer as regras da RDC nº 50/2002 sobre materiais e elementos construtivos em EAS, especialmente: divisórias em áreas semicríticas, vedação de divisórias removíveis em áreas críticas, limite de absorção de água dos revestimentos em áreas críticas, proibição de forros removíveis em salas cirúrgicas e outras áreas críticas, vedação de tubulações aparentes em áreas críticas e semicríticas e proibição de bidês com exigência de duchas higiênicas para pacientes internados.

Critério decisivo: A alternativa correta é a que reproduz a regra expressa da RDC nº 50/2002 para áreas semicríticas: divisórias só podem ser utilizadas se forem resistentes ao uso de desinfetantes e à lavagem com água e sabão.

Tema central: Requisitos de acabamento, divisórias, forros, tubulações e sanitários no projeto executivo arquitetônico de EAS, conforme RDC nº 50/2002.
Análise das alternativas
A
Errada
Está incorreta porque a base afirma que, em áreas críticas, materiais cerâmicos ou não, inclusive no rejunte, não podem ter índice de absorção de água superior a 4%. A alternativa admite índice superior a 4%, o que contraria diretamente esse requisito.
B
Certa
A alternativa B está correta porque enuncia exatamente a condição admitida pela RDC nº 50/2002 para divisórias em ambientes semicríticos: elas somente podem ser utilizadas quando forem resistentes à lavagem com água e sabão e ao uso de desinfetantes. Esse é o ponto decisivo da questão, pois a norma não faz uma autorização ampla, mas condicionada a essa resistência específica.
C
Errada
Está incorreta porque, em áreas críticas, especialmente salas de procedimentos cirúrgicos ou similares, os tetos devem ser contínuos, sendo proibido o uso de forros falsos removíveis. O argumento de facilitar manutenção não afasta essa vedação.
D
Errada
Está incorreta porque a simples pintura com tinta epóxi não autoriza tubulação aparente em áreas críticas, conforme a RDC.
E
Errada
Está incorreta porque a existência de ducha higiênica complementar não afasta a proibição/vedação de bidê indicada pela norma, sem ampliar a regra para todos os sanitários em termos absolutos.
Pegadinha da questão
A questão mistura hipóteses em que a norma admite o elemento construtivo sob condição específica com hipóteses em que há proibição expressa. A principal confusão possível é trocar a regra das áreas semicríticas pela das áreas críticas ou supor que pintura especial, impermeabilização ou facilidade de manutenção possam afastar vedações diretas da RDC.
Dica para questões semelhantes
  • Separe sempre as exigências por tipo de área: a RDC trata de modo diferente áreas críticas e semicríticas.
  • Quando a norma impõe condição expressa, como no caso das divisórias em áreas semicríticas, a alternativa correta costuma reproduzir exatamente essa condição.
  • Se a base indicar proibição expressa, como forro removível em sala cirúrgica, bidê em EAS ou tubulação aparente em áreas críticas e semicríticas, não aceite soluções substitutivas apresentadas pela alternativa.
  • Em revestimentos de áreas críticas, verifique o requisito objetivo do índice de absorção de água, inclusive no rejunte.

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