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Q328307 Engenharia Cartográfica
Nos dias atuais, é possível observar empresas e órgãos públicos e privados empreendendo altas somas para o desenvolvimento de aplicações em SIG, sendo todo o investimento justificado pela necessidade de melhorias na gestão e na eficiência dos processos. A respeito desse assunto, julgue os itens subsecutivos.


A aplicação das novas propostas da Infraestrutura de Dados Espaciais (INDE) permitirá a interoperabilidade para todos os usuários de SIG, independentemente da escala de trabalho, dos referenciais geodésicos e da modelagem de dados utilizada.
Alternativas

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Gabarito: E (Errado)

Tema central da questão:

A questão aborda a Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE) e sua aplicação no contexto de Sistemas de Informações Geográficas (SIG), especialmente quanto à interoperabilidade entre diferentes usuários, escalas, referenciais geodésicos e modelagens de dados.

Resumo teórico:

A INDE foi criada para organizar, disponibilizar e compartilhar dados espaciais produzidos pelos órgãos públicos brasileiros. Seu objetivo central é facilitar o acesso e o uso padronizado de dados geoespaciais, promovendo o intercâmbio de informações entre diversas instituições (Fonte: Decreto n° 6.666/2008).

O conceito de interoperabilidade refere-se à capacidade de diferentes sistemas e organizações trabalharem juntos (troca de dados e serviços). No entanto, alcançar a interoperabilidade total enfrenta desafios técnicos, tais como divergências de escalas cartográficas, referenciais geodésicos e modelagens de dados incompatíveis.

Justificativa da alternativa correta:

A afirmação está errada porque a INDE, apesar de buscar maior interoperabilidade, não garante que todos os usuários e sistemas de SIG conseguirão interoperar plenamente, independentemente da escala, do referencial geodésico ou da modelagem de dados. Tais fatores são complexos e podem gerar incompatibilidades, exigindo conversões, adaptações ou padronizações adicionais. Por exemplo, dados coletados em diferentes escalas (1:1.000 x 1:250.000) ou em sistemas geodésicos distintos (SIRGAS2000 x WGS84) podem não ser imediatamente compatíveis.

Diretrizes como as da Open Geospatial Consortium (OGC) reforçam que a interoperabilidade depende de padrões técnicos e de aderência a protocolos específicos, o que nem sempre é garantido automaticamente.

Estratégia de interpretação:

Desconfie de afirmações absolutas, como “permitirá interoperabilidade para todos os usuários”, “independentemente de qualquer fator”. Em contexto de SIG e INDE, tais garantias são tecnicamente inviáveis devido à diversidade de métodos, escalas e referenciais.

Resumo: A interoperabilidade é desejada, mas não absoluta – depende de fatores técnicos e padronizações.

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