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Q2509697 Medicina
Das indicações do sangue total e de seus derivados, refere-se a transfusão de plaquetas, EXCETO:
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Tema central: indicações de transfusão de plaquetas (hemocomponente) em diferentes cenários clínicos. É fundamental diferenciar trombocitopenia/trombopatia (problemas de plaquetas) de leucopenia (problemas de leucócitos), pois os tratamentos são distintos.

Gabarito: E — Leucopenia grave com infecção refratária aos antibióticos

Justificativa: Plaquetas não corrigem leucopenia nem melhoram resposta a infecções. Em neutropenia febril, a conduta é antimicrobiana adequada e, conforme o caso, G-CSF (fator estimulador de colônias). Transfusão de granulócitos é rara e reservada a situações muito específicas, mas plaquetas não têm papel aqui. Diretrizes AABB/UpToDate e o Manual do Ministério da Saúde são claros: transfundir plaquetas apenas para prevenir ou tratar sangramento por plaquetopenia ou disfunção plaquetária (AABB; UpToDate: “Platelet transfusion: Indications, ordering, administration”; Harrison’s).

Análise das demais alternativas

A) Trombocitopenias em leucemia aguda e/ ou quimioterapia: Correta. Indicação clássica, profilática quando PLA <10.000/µL (ou <20.000/µL com fatores de risco) e terapêutica em sangramento ativo. Padrões conforme AABB/UpToDate/Harrison’s.

B) Trombopatias: Correta. Na disfunção plaquetária (ex.: uso de antiagregantes, trombopatias congênitas como Glanzmann) há indicação em sangramento relevante ou antes de procedimentos. Em uremia, considerar DDAVP primeiro; plaquetas se sangramento grave.

C) Sangramento por plaquetopenia após transfusão maciça: Correta. Na coagulopatia dilucional, as plaquetas caem por consumo/diluição; repor plaquetas é indicado (geralmente visando PLA >50.000/µL, e >100.000/µL em neurocirurgia), guiado por contagem/viscoelastometria.

D) Coagulação intravascular disseminada (CIVD): Correta com ressalva. Indicar em sangramento ativo ou procedimentos de alto risco, tipicamente se PLA <50.000/µL. Em CIVD sem sangramento, evitar transfusão rotineira. (Ministério da Saúde/AABB).

Estratégia para a prova: Identifique palavras-chave. “Trombocitopenia/trombopatia” → pensa em plaquetas. “Leucopenia” → pensa em neutrófilos (G-CSF/antibióticos), não plaquetas. Grave pegadinha: confundir plaquetas com tratamento de infecção.

Referências rápidas: AABB Guidelines; UpToDate (Platelet transfusion: indications); Harrison’s Principles of Internal Medicine; Ministério da Saúde – Guia para Uso de Hemocomponentes.

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A questão está relacionada às indicações adequadas para a transfusão de plaquetas, que é crucial em diversos contextos médicos, especialmente onde há problemas com a quantidade ou função das plaquetas no sangue do paciente. As alternativas A, B, C e D são todas situações onde a transfusão de plaquetas é indicada: A) em casos de trombocitopenia, que é uma baixa contagem de plaquetas, particularmente em pacientes com leucemia aguda ou que estão recebendo quimioterapia; B) em trombopatias, que são distúrbios funcionais das plaquetas; C) em sangramentos decorrentes de plaquetopenia após transfusões maciças de sangue; e D) na coagulação intravascular disseminada (CIVD), onde há um consumo acentuado de plaquetas. Entretanto, a alternativa E menciona leucopenia grave com infecção refratária aos antibióticos, que é uma condição caracterizada por uma baixa contagem de leucócitos (glóbulos brancos), e não de plaquetas. Portanto, a transfusão de plaquetas não é indicada nesse caso, tornando a alternativa E a resposta correta.

A transfusão de plaquetas é indicada para corrigir trombocitopenias ou disfunções plaquetárias, especialmente em situações com risco de sangramento. No entanto, a leucopenia grave (baixa contagem de leucócitos) não é tratada com transfusão de plaquetas, mas sim com outras abordagens, como a administração de fatores estimulantes de colônias (ex.: G-CSF) ou transplante de medula óssea, dependendo da causa da leucopenia.

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