As emergências em hematologia incluem hemólise aguda grave....

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Q3293385 Medicina
As emergências em hematologia incluem hemólise aguda grave. Assinale a definição coerente do manejo imediato de hemoglobinúria paroxística ou anemias hemolíticas com instabilidade.
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Tema central: emergências por hemólise aguda grave (ex.: hemoglobinúria paroxística – PNH e anemias hemolíticas instáveis) exigem estabilização imediata, proteção renal e investigação da causa para terapias específicas.

Alternativa correta: D – O manejo imediato inclui suporte transfusional conforme necessidade clínica (sintomas, instabilidade, hipoxemia), hidratação vigorosa para prevenir lesão renal aguda por hemoglobinúria, e monitorização estreita de função renal e eletrólitos. Paralelamente, deve-se investigar a etiologia (autoimune, enzimopatia, PNH, microangiopatia) para direcionar terapia específica. Essa abordagem é consistente com Harrison’s, UpToDate e recomendações da ASH para AIHA e PNH.

  • Transfusão: concentrado de hemácias quando clinicamente indicado; na AIHA, usar “menos incompatível” se necessário — salvar vidas supera o risco de hemólise transfusional.
  • Fluidos IV: manter débito urinário; considerar alcalinização urinária e controle de hipercalemia.
  • Exames iniciais: hemograma/reticulócitos, bilirrubina indireta, LDH, haptoglobina, Coombs direto, esfregaço periférico; investigar G6PD (preferir pós-crise), e citometria para CD55/CD59 na suspeita de PNH.
  • Medidas etiológicas: AIHA — corticoide; PNH — inibidores do complemento (eculizumabe/ravulizumabe) após estabilização; suspender drogas desencadeantes.

Por que as demais estão incorretas?

A) “Evitar hemoderivados” é equivocado. Em hemólise com instabilidade, transfusão é indicada. Na AIHA, apesar de testes incompatíveis, a transfusão pode ser necessária e segura com monitorização (ASH, 2020). Em PNH, transfusão não “intensifica” a hemólise mediada por complemento.

B) Antibiótico empírico universal não é manejo da hemólise. Antibiótico só se houver suspeita/confirmação de infecção (sinais clínicos, foco, procalcitonina/culturas), evitando-se uso indiscriminado.

C) Eritropoetina “de urgência” não resolve a queda aguda de Hb (efeito tardio) e pode aumentar risco trombótico — relevante em PNH. O prioritário é suporte imediato (transfusão + hidratação) e tratar a causa.

Estratégia de prova: palavras-chave como “imediato” e “instabilidade” direcionam para suporte hemodinâmico e renal + investigação etiológica, não para antibiótico indiscriminado ou agentes eritropoiéticos. “Hemoglobinúria” sinaliza hemólise intravascular e risco de IRA, reforçando hidratação e monitorização.

Referências: Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate (Acute hemolytic anemia; Paroxysmal nocturnal hemoglobinuria: Management); Diretrizes/relatos da ASH para AIHA e PNH.

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