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Q3652561 Português
Em spots de rádio de utilidade pública que convocam o público à ação com imperativos e vocativos, marque a alternativa INCORRETA sobre a função de linguagem predominante e o efeito produzido.
Alternativas

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Gabarito: Alternativa B – INCORRETA

Tema central: Funções da linguagem — assunto fundamental em provas de concurso para Professor de Língua Portuguesa. Exige do candidato reconhecer as intenções comunicativas predominantes em textos, especialmente quando há uso de imperativos, vocativos e estratégias de persuasão.

Justificativa da alternativa correta:

A alternativa B afirma que “o uso recorrente de perguntas retóricas voltadas ao funcionamento do canal de comunicação evidencia função fática como núcleo da peça”. Esta associação está equivocada.

De acordo com a Gramática Moderna, de Evanildo Bechara, a função fática se ocupa de manter, iniciar ou encerrar o canal de comunicação, com expressões como “Alô!”, “Está ouvindo?”. Já perguntas retóricas não visam checar o canal, mas sim persuadir ou estimular reflexão — efeito alinhado à função conativa (ou apelativa), que é característica dos “spots” de utilidade pública.

Portanto, pelo entendimento normativo de Celso Cunha & Lindley Cintra, bem como de José Carlos de Azeredo, quando se quer influenciar o receptor (usuário do rádio), emprega-se o imperativo, vocativos e até perguntas retóricas para provocar o ouvinte; esse uso não é fático, e sim conativo!

Análise das alternativas corretas:

A, C e E: Todas reconhecem corretamente elementos linguísticos (imperativos, vocativos, pronomes de tratamento) que direcionam e orientam o receptor, caracterizando função conativa. Como nos orienta a Gramática Houaiss: o foco é a ação/reação do destinatário.

D: Menciona inclusão de informações referenciais, o que reforça a credibilidade sem anular a finalidade conativa; a convocação permanece, pois o dado prático só complementa o chamado à ação.

Estratégia e dica:

Atenção: em provas, a função fática aparece restrita a trechos que se preocupam apenas com o funcionamento do canal (“Você me escuta?”). Perguntas retóricas, por não aguardarem resposta, visam impactar ou convencer e, portanto, se situam no campo conativo/apelativo.

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A "b" se refere à função metalinguística

Perguntas retóricas são interrogações feitas sem a intenção de obter uma resposta, servindo para enfatizar uma ideia, provocar reflexão, expressar uma opinião ou criar um efeito dramático.

fonte: Google.

Já a função Fática é um recurso para manter a comunicação ativa, sendo evidente quando se busca consolidar o contato. Ex: "Está me ouvindo?"; "Alô!?"

Fonte: PDF do Gran sobre interpretação de texto. professor Bruno Pilastre.

Resposta: letra "B".

A questão pede a alternativa INCORRETA.

O enunciado diz que o spot de rádio convoca o público com imperativos e vocativos. Isso define que a função predominante é a Conativa.

  • O erro da B: Ela afirma que o uso de perguntas retóricas sobre o funcionamento do canal (ex: "Está me ouvindo?") evidencia a Função Fática como núcleo da peça.
  • A Pegadinha: Em um comercial de utilidade pública, mesmo que haja um "Alô, você!", isso é apenas um acessório. O núcleo (o objetivo principal) nunca será testar o rádio (Fática), mas sim fazer a pessoa agir (Conativa). A alternativa tenta te convencer de que um recurso secundário virou o objetivo principal.

A alternativa B afirma que “o uso recorrente de perguntas retóricas voltadas ao funcionamento do canal de comunicação evidencia função fática como núcleo da peça”. Esta associação está equivocada.

De acordo com a Gramática Moderna, de Evanildo Bechara, a função fática se ocupa de manter, iniciar ou encerrar o canal de comunicação, com expressões como “Alô!”, “Está ouvindo?”. Já perguntas retóricas não visam checar o canal, mas sim persuadir ou estimular reflexão — efeito alinhado à função conativa (ou apelativa), que é característica dos “spots” de utilidade pública.

Portanto, pelo entendimento normativo de Celso Cunha & Lindley Cintra, bem como de José Carlos de Azeredo, quando se quer influenciar o receptor (usuário do rádio), emprega-se o imperativo, vocativos e até perguntas retóricas para provocar o ouvinte; esse uso não é fático, e sim conativo!

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