As frases do imperador Juliano e de Alexandre, o Grande, cit...
Gabarito comentado
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Gabarito: A
Fundamento decisivo: O ponto decisivo é a função exemplificativa das falas no 3º parágrafo, em continuidade com a tese já enunciada no texto: julgar o homem por qualidades próprias, e não por adornos ou louvações interessadas.
- Leia exemplos citados no texto pela função que exercem na tese do parágrafo, não como comentários isolados sobre personalidade.
- Quando aparecer palavra avaliativa como "aduladores", use seu valor semântico para definir se o elogio é autêntico ou interesseiro.
- Se duas falas aparecem em sequência como exemplificação, verifique primeiro se elas convergem para a mesma ideia antes de aceitar alternativa que fale em contraste.
- Não acrescente doutrina, traço psicológico ou conclusão social que o texto não enuncia nem sustenta.
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Letra A
Ambos os líderes rejeitam a bajulação e exigem a realidade dos fatos: Juliano quer críticas honestas para validar os elogios, e Alexandre usa o próprio sangue para provar que é um homem comum, não um Deus.
A alternativa correta é a letra A.
No 3º parágrafo, tanto Juliano quanto Alexandre rejeitam a bajulação e valorizam a verdade autêntica:
- Juliano diz que só se orgulharia de elogios vindos de quem também teria coragem de criticá-lo — ou seja, elogio sincero, não adulação.
- Alexandre ironiza a ideia de ser filho de Júpiter ao mostrar que seu sangue é humano — desmontando a falsa exaltação.
Ambos reforçam que o reconhecimento de virtudes deve se basear em verdade limpa, sem exageros ou bajulação, exatamente o que diz a alternativa A.
As outras não batem porque:
- B fala de estoicismo (não é o foco do trecho),
- C diz que eles divergem (na verdade, convergem),
- D sugere que gostam de elogios (eles criticam elogios falsos),
- E afirma reconhecimento real (o texto critica exageros, não confirma isso).
Só um adendo:
Estoicismo é uma filosofia antiga (surgiu na Grécia, com Zenão de Cítio, e depois ficou famosa em Roma com Sêneca, Epicteto e Marco Aurélio) que ensina, basicamente, a viver bem controlando a própria mente e aceitando o que não depende de você.
Ideia central: “Foque no que você controla; aceite o que você não controla.”
Os estoicos dividem a vida em duas partes:
- ✅ O que depende de você: suas escolhas, atitudes, julgamentos.
- ❌ O que não depende de você: opinião dos outros, sorte, passado, clima, morte, etc.
A felicidade, pra eles, vem de cuidar bem da primeira parte e não sofrer à toa pela segunda.
A) CORRETA. As frases buscam a verdade factual. O imperador Juliano afirma que o elogio só teria valor se viesse de quem também tem coragem de criticar (ou seja, um elogio sincero e honesto). Alexandre, ao mostrar seu sangue vermelho, desmascara a lisonja de que seria um deus, reafirmando sua natureza humana real. Ambos rejeitam a mentira da adulação em favor da "verdade limpa".
B) Incorreta. O texto não foca na condenação do "desprendimento estoico", mas sim na condenação da adulação (lisonja). O estoicismo, inclusive, prega a autossuficiência e o julgamento interno, o que estaria mais alinhado à postura de Montaigne do que ao que os cortesãos praticavam.
C) Incorreta. Pelo contrário, eles convergem no desprezo pela submissão cega e pela mentira. Nenhum dos dois valoriza a submissão manifesta; Juliano quer a liberdade de crítica e Alexandre quer o reconhecimento de sua humanidade.
D) Incorreta. As frases mostram que eles eram imunes ou críticos às louvações, e não "generosamente sensíveis" a elas. Eles percebiam a falsidade por trás dos elogios e a confrontavam.
E) Incorreta. O texto sugere que o que os subordinados demonstravam era adulação, não necessariamente um reconhecimento de virtudes reais. A fala de Juliano deixa claro que ele suspeita da sinceridade daqueles elogios, e a de Alexandre mostra que os súditos estavam mentindo ao chamá-lo de deus.
Para acertar, você deve focar na reação de Juliano e Alexandre diante dos elogios (louvações):
Juliano: Ele rejeita o elogio dos cortesãos. Ele diz que o elogio só teria valor se viesse de pessoas que também tivessem coragem de censurá-lo. Ou seja, ele quer a verdade, não a adulação.
Alexandre: Quando o chamam de deus, ele aponta para o próprio sangue e mostra que é vermelho e humano como o de qualquer um. Ele busca a realidade factual (a "verdade limpa") em vez do mito criado pelos aduladores.
Conclusão: Ambas as falas convergem para a ideia de que a virtude ou a natureza de um homem deve ser julgada pela verdade nua e crua, sem os filtros da bajulação ou da posição social.
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