Durante a colecistectomia laparoscópica ou convencional, a l...
Durante a colecistectomia laparoscópica ou convencional, a lesão do colédoco é uma complicação incomum, mas devastadora. Se no ato operatório o cirurgião identificar ter causado uma lesão de mais de 50% da circunferência do ducto biliar principal, com separação dos cotos < tem, porém distante da bifurcação, o tratamento recomendado é:
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Tema central: A questão explora o manejo cirúrgico imediato de lesões extensas do ducto biliar principal durante colecistectomia, um assunto crucial para a prática segura e competente do cirurgião geral e do médico concursado.
Justificativa da alternativa correta (E): Ressecção do segmento lesado, anastomose término-terminal e dreno T transanastomótico inserido em coledocotomia separada é a conduta indicada para lesões superiores a 50% da circunferência do colédoco, com separação dos cotos e sem proximidade com a bifurcação. Segundo a Classificação de Strasberg (lesão tipo E1), este é o procedimento recomendado para restaurar a anatomia e a função biliar, prevenindo complicações graves como estenose ou fístula.
O dreno em T, inserido por uma coledocotomia separada, permite a drenagem adequada da bile e eventual colangiografia de controle, facilitando a cicatrização da anastomose e protegendo-a contra rompimentos e estenoses precoce.
Evidências e protocolos: Conforme destacado em obras como Sabiston (2020) e UpToDate (Cholecystectomy: Complications), “lesões extensas do colédoco requerem reconstruções anastomóticas e o uso de dreno em T está indicado para diminuir a pressão e permitir o monitoramento”.
Análise das alternativas incorretas:
- A) Rafias primárias não são recomendadas em lesões amplas, pois têm alta taxa de falha, estenose e fístula.
- B) Rafiar e instalar dreno T é insuficiente, pois a lesão é maior que 50%, necessitando ressecção do segmento acometido.
- C) Anastomose término-terminal com dreno passando pela própria anastomose gera maior risco de lesão e complicação local, pois o dreno deveria ser inserido em coledocotomia separada.
- D) Anastomose hepático-jejunal é opção para lesão alta ou próxima à bifurcação, o que não é o caso descrito.
Dica para provas: Atenção à extensão da lesão (mais de 50%) e à localização (distante da bifurcação)—esses detalhes definem a melhor técnica reparadora.
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