Ao afirmar que O espírito humano comporta tantos graus quant...
Gabarito comentado
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Gabarito: B
Fundamento decisivo: "Por mim, não hesitaria em ser mais peremptório, dizendo que a diferença entre tal e tal homem é maior do que entre tal homem e tal bicho. O espírito humano comporta tantos graus quantas braças vão daqui ao céu." O critério decisivo é a leitura semântica dessa metáfora/hipérbole: "graus" equivale a variações ou níveis da interioridade humana, e "quantas braças vão daqui ao céu" expressa quantidade imensa e incontável; por isso, a alternativa correta é a que parafraseia a extrema variedade interna entre os homens.
- Leia a frase figurada junto com o período imediatamente anterior: muitas vezes ele já explicita o sentido que a imagem apenas intensifica.
- Quando o texto usa medida ou distância em contexto abstrato, verifique se há valor hiperbólico, e não literal.
- Confirme sempre o foco temático do trecho: aqui, a questão trata da diferença entre homens, não da diferença entre homem e animal.
- Se aparecer termo como "graus" em contexto de alma, espírito ou intelecto, teste primeiro o sentido de níveis, matizes ou variações.
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LetraB
O que são "BRAÇAS"?
É uma unidade de medida antiga de comprimento, mais ou menos equivalente a:
- cerca de 2,2 metros (variava um pouco conforme a época)
Originalmente, vinha da ideia de medir com os braços abertos (de uma ponta da mão à outra).
Quando ele diz: “tantas braças vão daqui ao céu”, não é medida real, significa uma distância enorme, praticamente infinita Ou seja: ele está dizendo que existem inúmeros graus/diferenças entre os seres humanos
Essa daí foi por exclusão, porque eu não tinha ideia do que di@bos eram 'braças'.
A) Incorreta. O texto não foca em "caprichos" como causa do afastamento, mas sim na diferença de natureza espiritual e intelectual. Além disso, a comparação não é entre uma braça e outra, mas sim na quantidade total de braças necessária para alcançar o céu, representando a vastidão das diferenças humanas.
B) CORRETA. Montaigne utiliza a imagem das "braças daqui ao céu" para estabelecer uma analogia com a amplitude das gradações do espírito humano. Assim como a distância até o céu é vasta e composta por inúmeras medidas, a alma humana comporta uma infinidade de níveis de qualidade, inteligência e valor, tornando a diferença entre dois homens potencialmente abismal.
C) Incorreta. Montaigne cita Plutarco para, logo em seguida, ser ainda mais enfático (peremptório) que ele. Plutarco falava da distância entre um homem e outro; Montaigne amplia isso, dizendo que a diferença entre homens pode ser maior que entre homens e animais. O foco não é a separação entre espécies, mas a desigualdade interna da espécie humana.
D) Incorreta. A frase não se refere à "largueza" ou capacidade interna de um único espírito em admitir distâncias, mas sim à escala de diferença que existe na comparação entre diferentes indivíduos. Não é o espírito de um homem que é grande como o céu, mas a distância entre o espírito de um e de outro.
E) Incorreta. Embora Montaigne mencione Plutarco, ele não repete literalmente uma frase dele para falar das braças. A metáfora das braças é uma construção do próprio autor para reforçar sua tese de que a desigualdade intelectual é vasta e profunda.
letra b)
o autor afirma que o espírito humano comporta muitos graus, usando a imagem das “braças até o céu” para sugerir algo imenso e praticamente incontável. Ou seja, ele quer dizer que as diferenças internas entre os seres humanos são extremamente variadas e numerosas.
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