Na fratura em 3 partes do úmero proximal, segundo a classifi...
Na fratura em 3 partes do úmero proximal, segundo a classificação de Neer, em um paciente idoso, ativo e com osteoporose, qual o método de tratamento correto?
Gabarito comentado
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Tema central: As fraturas em três partes do úmero proximal, segundo a classificação de Neer, são lesões que envolvem a separação da cabeça do úmero, tubérculo maior e da diáfise. Em idosos ativos com osteoporose, o desafio consiste tanto na instabilidade inerente do padrão fraturário quanto na baixa qualidade óssea, que dificulta a fixação eficiente.
Justificativa da alternativa correta (A): O uso de placa bloqueada e parafusos é indicado, pois essa tecnologia oferece uma fixação angular estável mesmo em osso osteoporótico. As placas bloqueadas permitem que os parafusos se enrosquem tanto na placa quanto no osso, garantindo rigidez adequada e menor risco de soltura do implante. Assim, favorece-se a mobilização precoce do ombro, essencial para reduzir rigidez articular e perda funcional.
Segundo o artigo “Fraturas do úmero proximal” (Rev. Bras. Ortop. 2012), “a fixação interna com placas bloqueadas é o método preferido em idosos com fraturas em três partes e osso osteoporótico, por permitir estabilidade e reabilitação adiantada”.
Análise das alternativas incorretas:
B) Haste intramedular: Apesar de menos invasiva, não garante estabilidade adequada em traços mais complexos nem em osteoporose importante, principalmente na cabeça e tubérculo maior, havendo alto risco de complicações e mau resultado funcional.
C) Abandono perito: Não é conduta médica reconhecida, representa abandono do paciente, indo contra as normas éticas e legais.
D) Fios de Kirchner: Sua fixação é limitada em osso osteoporótico e frequentemente instável em fraturas multifragmentadas; não permite mobilização precoce satisfatória, elevando risco de falha e rigidez.
E) Artrodese após abandono perito: Estratégia inaceitável e antiética, contraindicação total sem respaldo em diretrizes clínicas.
Estratégias para a prova: Leia atentamente aspectos do paciente (idade, atividade, osteoporose), destaque padrões da fratura e busque sempre a alternativa que permita funcionalidade e recuperação precoce segura. Desconfie de “abandono” ou “artrodese” sem indicação formal – são pegadinhas frequentes.
Segundo o Protocolo Clínico da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia: “As placas bloqueadas são preferenciais em fraturas do úmero proximal com osteoporose e múltiplos fragmentos”.
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