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    A Srta. H.G.T. 29 anos procura atendimento por amenorre...

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Q3994973 Medicina
    A Srta. H.G.T. 29 anos procura atendimento por amenorreia há 8 meses e galactorreia bilateral. Refere cefaleia esporádica, sem alterações visuais. Exames laboratoriais mostram prolactina sérica persistentemente elevada em duas dosagens, com TSH e função renal normais, pesquisa de GcH negativo no sangue por enzimaimuno-fluorimetria. A investigação indicou a presença de microprolactinoma. Das condutas listadas abaixo qual é a mais adequada? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O critério que decide a questão é a conduta inicial do microprolactinoma sintomático: com hiperprolactinemia confirmada em duas dosagens, causas secundárias principais afastadas (gravidez, hipotireoidismo e insuficiência renal), amenorreia, galactorreia e investigação já mostrando microprolactinoma sem alteração visual, a conduta correta é iniciar agonista dopaminérgico como terapia de primeira linha.

Tema central: Tratamento do microprolactinoma
Análise das alternativas
A
Errada
Anticoncepcional hormonal combinado pode apenas regular sangramento ou mascarar a amenorreia, mas não trata a causa endocrinológica identificada. O caso já definiu microprolactinoma com hiperprolactinemia persistente; portanto, a conduta deve ser etiológica, com redução da prolactina e controle do adenoma, o que o anticoncepcional não faz.
B
Errada
Cirurgia hipofisária imediata não é a primeira linha em microprolactinoma sem déficit visual ou efeito compressivo importante. O enunciado informa ausência de alterações visuais e classifica a lesão como microprolactinoma; nesse contexto, a abordagem inicial padrão é medicamentosa. Cefaleia esporádica isolada não substitui critério compressivo para indicar cirurgia imediata.
C
Errada
Observação simples é inadequada porque não se trata de elevação transitória ou achado assintomático: a prolactina está persistentemente elevada em duas dosagens, as causas secundárias frequentes foram afastadas e há repercussão clínica clara com amenorreia e galactorreia. Além disso, a investigação já mostrou adenoma secretor, o que afasta a ideia de quadro autolimitado presumido.
D
Certa
O agonista dopaminérgico é a conduta etiológica de escolha no microprolactinoma sintomático, porque suprime a secreção de prolactina e frequentemente reduz o volume tumoral. Isso responde diretamente ao caso: a hiperprolactinemia está confirmada, há repercussão gonadal com amenorreia e galactorreia, e não há efeito compressivo relevante que indique cirurgia inicial.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre tratar a consequência e tratar a causa: a amenorreia pode induzir a escolha de anticoncepcional, e a cefaleia pode induzir raciocínio de cirurgia, mas o dado decisivo é que se trata de microprolactinoma sintomático sem alteração visual, cuja primeira linha é tratamento medicamentoso com agonista dopaminérgico.
Dica para questões semelhantes
  • Em hiperprolactinemia, primeiro confirme persistência e afaste gravidez, hipotireoidismo e insuficiência renal antes de definir a conduta.
  • Se houver microprolactinoma com sintomas de excesso de prolactina, pense em tratamento etiológico com agonista dopaminérgico como primeira linha.
  • Não confunda controle menstrual com tratamento do prolactinoma: regular o ciclo não corrige a hiperprolactinemia nem reduz o adenoma.
  • Reserve raciocínio de cirurgia inicial para contexto de resistência ou intolerância ao tratamento clínico, apoplexia, fístula liquórica ou efeito compressivo importante.

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