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Q3994962 Medicina
    A Sra. H.T.R. de 34 anos, IMC 23 kg/m², apresenta poliúria, polidipsia e perda ponderal há 2 meses. Exames mostram glicemia de jejum de 198 mg/dL e HbA1c de 9,1%. Há história familiar de doença autoimune. Qual mecanismo fisiopatológico predominante que explica o quadro clínico? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O achado-chave é o quadro de hiperglicemia sintomática em adulto magro com perda ponderal e contexto autoimune, o que favorece deficiência absoluta de insulina por destruição autoimune de células beta em vez de resistência insulínica típica do DM2.

Tema central: Fisiopatologia do diabetes mellitus tipo 1
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A corresponde ao mecanismo predominante do DM1/LADA em adulto: destruição autoimune das células beta com insulinopenia. Isso o diferencia do DM2 porque, neste caso, não há fenótipo de resistência insulínica associada à adiposidade visceral; ao contrário, há IMC normal, evolução curta e sintomas catabólicos. A deficiência de insulina explica a hiperglicemia franca, a diurese osmótica e a perda de peso.
B
Errada
Essa alternativa descreve o mecanismo clássico do DM2: resistência periférica à insulina com hiperinsulinemia compensatória inicial. O problema é que o enunciado não mostra fenótipo de resistência insulínica: a paciente tem IMC 23 kg/m², quadro catabólico com perda ponderal em curto prazo e contexto autoimune. Esses achados favorecem deficiência de insulina, não resistência insulínica compensada.
C
Errada
Redução de incretinas não é o mecanismo predominante capaz de explicar esse quadro de hiperglicemia sintomática com perda de peso e provável autoimunidade. Além disso, a alternativa pressupõe manutenção da massa de células beta, o que contraria justamente a hipótese fisiopatológica central do caso, que é destruição de células beta com insulinopenia significativa.
D
Errada
Hipersecreção de glucagon pode participar da hiperglicemia, mas aqui a questão pede o mecanismo predominante. O item ainda vincula esse mecanismo ao aumento de adiposidade visceral, ausente no caso, já que a paciente tem IMC normal. Portanto, não corresponde ao eixo etiopatogênico principal descrito no enunciado.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão de assumir que, por ser adulta, a paciente teria necessariamente DM2. Aqui, a idade adulta não exclui diabetes autoimune, e a perda ponderal com IMC normal e contexto autoimune pesa a favor de insulinopenia.
Dica para questões semelhantes
  • Em adulto com hiperglicemia, não use a idade isoladamente para definir o mecanismo; confronte com IMC, tempo de evolução e presença de perda ponderal.
  • Poliúria e polidipsia mostram hiperglicemia por diurese osmótica; quando vêm junto com perda de peso, pense em deficiência insulínica relevante.
  • Se o enunciado trouxer fenótipo magro e pista de autoimunidade, priorize destruição de células beta sobre resistência insulínica como mecanismo predominante.

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