O hipertireoidismo é raro entre os recém-nascidos, porém é p...
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Comentário da banca:
Tema central: Hipertireoidismo em pediatria, com ênfase nas formas neonatais e fetais, associando conhecimentos de fisiopatologia, clínica e epidemiologia. O enfoque é dominar a apresentação típica versus situações especiais, especialmente no contexto da doença de Graves materna.
Justificativa da alternativa C (INCORRETA):
A alternativa afirma que "no feto, o hipertireoidismo é relativamente comum". Este é o equívoco da alternativa. De acordo com protocolos nacionais (FEBRASGO) e manuais de referência (MSD), o hipertireoidismo fetal é raro; entretanto, pode ser grave e é fundamental reconhecê-lo, principalmente em filhos de mães com doença de Graves.
De fato, sinais como déficit de crescimento intrauterino, taquicardia fetal (>160bpm) e bócio fetal podem, sim, ser identificados já no 2º trimestre, mas a raridade da condição desvincula-a do termo "relativamente comum", tornando a questão inequivocamente falsa.
FEBRASGO: “O hipertireoidismo fetal normalmente se manifesta com taquicardia fetal persistente (FCF > 170 bpm). ... É raro.”
Análise das demais alternativas:
A) Correta. A doença de Graves é a principal causa (>90%) de hipertireoidismo em crianças/adolescentes, especialmente após 11 anos. O mecanismo imunológico, com anticorpos anti-receptor de TSH, é o primário, conforme apontam fontes clássicas como Harrison’s e UpToDate.
B) Correta. Causas mais raras de hipertireoidismo incluem nódulos tóxicos, hashitoxicose e drogas (ex.: amiodarona), condizendo com literatura especializada.
D) Correta. Nos lactentes, além de sintomas autonômicos, são descritos má evolução ponderal, vômitos, diarreia e manifestações específicas como bócio e exoftalmia (MSD).
E) Correta. Apresenta sinais típicos da doença de Graves adquirida em pediatria, com manifestações neurocomportamentais, autonômicas e cardiovasculares — quadro amplamente reconhecido em diretrizes como a SBEM.
Dica de prova: Em questões pediátricas, atente sempre à epidemiologia real das doenças tireoidianas em diferentes faixas etárias e guarde sinais clássicos — expressões como "comum" ou "raro" são frequentemente utilizadas como “pegadinha”.
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