Na anestesia paravertebral distal em bovinos, os nervos bloq...

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Q3506700 Veterinária
Na anestesia paravertebral distal em bovinos, os nervos bloqueados e os processos transversos das vértebras usados como referência para o bloqueio são, respectivamente:  
Alternativas

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Tema central: Anestesia paravertebral distal em bovinos (analgesia de flanco). Nesta técnica, bloqueiam-se os ramos dorsal e ventral dos nervos toracolombares que inervam pele, musculatura e peritônio do flanco, depositando anestésico acima e abaixo da ponta dos processos transversos lombares.

Por que a alternativa E é a correta? Na abordagem distal, os nervos visados são T13, L1, L2 e L3. Suas trajetórias cruzam as extremidades dos processos transversos de modo que as referências ósseas palpáveis para infiltração são, classicamente, as pontas de L1, L2 e L4:
- T13 cruza a ponta de L1;
- L1 cruza a ponta de L2;
- L2 (e frequentemente L3) cruzam muito próximos à ponta de L4, permitindo cobertura do território caudal com essa injeção.
Assim, com três pontos (L1, L2, L4) bloqueia-se T13–L3, infiltrando 10–20 mL dorsal e 10–20 mL ventral a cada processo, para atingir ambos os ramos do nervo. Referências: Fubini & Ducharme – Farm Animal Surgery; Hall & Clarke’s Veterinary Anaesthesia; Riebold – Large Animal Anesthesia.

Análise das alternativas incorretas

A – Nervos e referências listam T13–L3 como processos; porém, na técnica distal não se usam as próprias vértebras dos nervos (T13, L1, L2, L3) como marcos. Os marcos corretos são L1, L2 e L4.

B – Ignora T13 (essencial para analgesia do flanco cranial) e inclui L4 como nervo-alvo, o que não corresponde à inervação cutânea e muscular relevante para rumenotomia/cesariana.

C – Acerta os nervos, mas erra as referências ao incluir L3. A técnica distal clássica usa três pontos (L1, L2, L4), não quatro.

D – Erra os nervos (omite T13 e inclui L4) e os marcos (apenas L1–L3), o que não garante analgesia adequada do flanco.

Dicas de prova e prática

- Pegadinha: não confundir com a técnica proximal, que usa as bases (bordo cranial) de L1–L3; a distal usa as pontas de L1, L2 e L4.

- Memória: “Nervos 13-1-2-3; ossos 1-2-4”.

- Checagem clínica: testar sensibilidade da pele do flanco do caudal para o cranial (pinça/agulha) e observar relaxamento muscular. Se necessário, adicionar L5 para cobertura de flanco muito caudal.

Fontes: Fubini & Ducharme, Farm Animal Surgery (2ª ed.); Hall & Clarke’s Veterinary Anaesthesia (11ª ed.); Riebold et al., Large Animal Anesthesia.

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