O diabetes mellitus envolve a ausência da secreção de insul...
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Tema central: O foco da questão é o diagnóstico e rastreamento do diabetes mellitus em pediatria, salientando as diferenças entre os critérios aplicáveis para adultos e crianças/adolescentes. Destaca a importância do conhecimento das diretrizes atualizadas para detecção precoce, especialmente do diabetes tipo 2 em crianças.
Justificativa para a alternativa incorreta:
A alternativa E está INCORRETA porque sugere a triagem universal (para todas as crianças ≤18 anos assintomáticas e sem fatores de risco), recomendação que não corresponde às diretrizes vigentes. Segundo o Guia Rápido — Diabetes Mellitus e consensos da Sociedade Brasileira de Diabetes, o rastreio só deve ser realizado em crianças/adolescentes com sobrepeso ou obesidade e, pelo menos, um fator de risco adicional (ex: história familiar, etnia, sinais clínicos de resistência à insulina, hipertensão, etc).
Reforçando: “Maiores de 10 anos ou após o início da puberdade, com sobrepeso/obesidade e ao menos um fator de risco (...) devem ser rastreados para DM2.”
Portanto, a triagem universal, como propõe a alternativa E, pode gerar resultados falso-positivos, custos desnecessários e ansiedade para pacientes e famílias.
Análise das alternativas corretas:
A) Correta. Os critérios diagnósticos entre adultos e crianças envolvem glicemia de jejum, glicemia ao acaso e HbA1c, observando sintomas clínicos.
B) Correta. O valor da HbA1c é maior na identificação do DM2, mas, em pediatria, seu uso exige cautela e confirmação da hiperglicemia por outros métodos, devido a variações em determinadas situações clínicas.
C) Correta. A detecção de autoanticorpos (GAD, insulina, IA-2, ZnT8) é útil para distinguir o DM1 de outros tipos.
D) Correta. O diabetes monogênico (ex: MODY) possui tratamento e manejo que diferem das formas autoimunes e do DM2. Reconhecê-lo evita terapias desnecessárias.
Dicas para provas:
- Preste atenção a termos como “todas as crianças” ou “universal”, pois sinalizam possíveis pegadinhas quando se tratar de triagem.
- Lembre-se de associar critérios de rastreio a populações de risco, nunca a todos os indivíduos.
Segundo protocolo do Ministério da Saúde e ADA/IDF, a triagem do diabetes em crianças deve ser SELETIVA e orientada por risco.
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