A interpretação de imagens radiográficas para o diagnóstico ...
I - Lesões intraósseas radiolúcidas com margens bem definidas e escleróticas sugerem um processo lento e benigno, indicando que o osso circundante teve tempo de reagir à agressão.
II - A radiografia panorâmica, devido à ampla cobertura anatômica, é a modalidade de escolha para o estadiamento detalhado de lesões malignas do osso maxilomandibular, incluindo avaliação de envolvimento de tecidos moles adjacentes.
III - O uso da radiografia oclusal é particularmente útil para avaliar a expansão das corticais ósseas vestibular e lingual/palatina em lesões intraósseas da maxila e mandíbula, permitindo uma visão da dimensão vestibulolingual da lesão.
IV - Lesões mistas, que apresentam áreas radiolúcidas e radiopacas na mesma imagem, são patognomônicas de tumores odontogênicos de origem mista, como o Ameloblastoma.
É CORRETO o que se afirma em:
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Gabarito: E
Fundamento decisivo: A questão se decide pela associação entre padrão radiográfico e comportamento da lesão, além da indicação adequada do exame: margens bem definidas e escleróticas sugerem processo lento, e a radiografia oclusal é útil para avaliar expansão vestibulolingual/palatina; já a panorâmica não é exame de escolha para estadiamento detalhado de malignidade nem para tecidos moles, e padrão misto não é patognomônico nem define ameloblastoma.
- Use a borda da lesão como marcador de comportamento biológico: limite bem definido/corticalizado sugere crescimento lento.
- Não confunda exame panorâmico de triagem com exame de estadiamento.
- Lembre a função clássica da radiografia oclusal: avaliar relação vestibulolingual/palatina e expansão das corticais.
- Desconfie de 'patognomônico' em radiologia dos maxilares: padrão misto isolado não fecha diagnóstico etiológico.
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Comentários
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A alternativa correta é a E (I e III apenas).
I - Verdadeira: Margens bem definidas e a presença de uma linha de esclerose óssea (halo radiopaco) indicam que o organismo teve tempo de reagir ao crescimento da lesão, limitando-a. Essa é uma característica clássica de processos benignos e de crescimento lento, como cistos radiculares ou fibromas ossificantes em estágios iniciais.
II - Falsa: Embora a radiografia panorâmica ofereça uma visão geral excelente, ela é uma imagem 2D com sobreposições e distorções. Para o estágio de lesões malignas e, principalmente, para a avaliação de tecidos moles, o padrão-ouro são exames seccionais como a Tomografia Computadorizada com contraste ou a Ressonância Magnética.
III - Verdadeira: A incidência oclusal (especialmente a oclusal total de mandíbula) projeta os raios no sentido submentovertical, permitindo visualizar a expansão das corticais vestibular e lingual, algo que a radiografia periapical ou panorâmica não conseguem demonstrar com precisão.
IV - Falsa: Lesões mistas (radiolúcidas/radiopacas) não são patognomônicas apenas de tumores odontogênicos. Elas podem representar diversas condições, como Displasia Cemento-Óssea, Osteomielite Crônica ou mesmo o Odontoma. Além disso, o Ameloblastoma clássico é tipicamente radiolúcido (multilocular em "bolhas de sabão" ou unilocular), raramente apresentando componentes radiopacos internos, a menos que seja a variante desmoplásica.
e o ameloblastoma tem origem epitelial, não mista
Dica: os tumores odontogenicos de origem mista são 4, e 3 deles possuem "fibro" no inicio da palavra. São eles:
1- Fibroma ameloblastico
2- Fibrodontoma ameloblastico
3- Fibro dentinoma ameloblastico
4 - Odontoma
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