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Q3506691 Veterinária
Os benzodiazepínicos, como diazepam e midazolam, são usados há décadas na anestesiologia veterinária. Sobre os efeitos e as características farmacológicas desses fármacos, assinale a alternativa correta. 
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Tema central: Benzodiazepínicos (diazepam e midazolam) na anestesiologia veterinária: mecanismo, efeitos clínicos, variações por espécie/indivíduo e escolhas de via/uso em emergências.

Conceito-chave: Benzodiazepínicos potencializam o GABA-A, produzindo ansiolise, anticonvulsão, relaxamento muscular e sedação leve, com mínima depressão cardiovascular. Não têm efeito analgésico. Os efeitos sedativos podem variar conforme espécie, idade e estado clínico. (Lumb & Jones’ Veterinary Anesthesia and Analgesia; Plumb’s Veterinary Drug Handbook)

Alternativa correta: B – Os efeitos são espécie/indivíduo-dependentes. Em cães, gatos e equinos jovens/saudáveis, é comum excitabilidade, desinibição, vocalização e ataxia com benzodiazepínicos isolados. Em neonatos, geriátricos ou debilitados, a sedação é mais previsível. A sedação torna-se consistente quando associada a opioides ou outros sedativos. Evidência e prática clínica relatadas em Lumb & Jones e Plumb corroboram esse perfil.

Por que as demais estão incorretas?

A. Afirma “excelentes efeitos analgésicos”. Falso: benzodiazepínicos não são analgésicos; para analgesia utilizam-se opioides, agonistas alfa-2, AINEs etc. (Lumb & Jones; ACVAA)

C. “Diazepam IM é a via de escolha, com absorção rápida e uniforme.” Falso: a formulação com propilenoglicol é dolorosa e tem absorção errática por via IM; a via preferida para diazepam é IV. Se IM/SC for necessária, midazolam (hidrossolúvel) oferece absorção mais previsível. (Plumb’s)

D. “Diazepam intrarretal é mais eficaz/rápido que midazolam intranasal no status epilepticus.” Falso: estudos em cães mostram que o midazolam intranasal tem início mais rápido e maior taxa de sucesso do que o diazepam retal para crises em casa/hospital. Recomendações recentes preferem IN midazolam quando disponível. (Charalambous et al., JVECC; consensos ACVIM sobre manejo de crises)

E. “Midazolam depende menos do metabolismo hepático e é hidrolisado por esterases.” Falso: o midazolam é metabolizado principalmente no fígado (CYP3A) em 1-hidroximidazolam. Não é fármaco de hidrólise por esterases plasmáticas (confusão comum com remifentanil ou remimazolam). (Plumb’s; textos de farmacologia)

Estratégia de prova: - Desconfie de afirmações de “analgesia” para benzodiazepínicos. - Para vias de administração, lembre: diazepam IV; midazolam é mais versátil IM/IN. - Em status epilepticus, privilegie IN midazolam sobre diazepam retal quando possível. - Atenção à excitabilidade em jovens/saudáveis.

Referências: Lumb & Jones’ Veterinary Anesthesia and Analgesia; Plumb’s Veterinary Drug Handbook; Charalambous et al., J Vet Emerg Crit Care; ACVIM consensus statements sobre crises convulsivas.

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B - Correta: Esta opção descreve com precisão a variabilidade dos efeitos dos benzodiazepínicos. Em animais saudáveis e com sistemas nervosos bem desenvolvidos, como cães, gatos e equinos, a resposta pode ser imprevisível, resultando em efeitos paradoxais como excitação, agitação e disforia. No entanto, em pacientes com o sistema nervoso menos maduro (neonatais) ou comprometido (geriátricos, debilitados), os efeitos sedativos são mais previsíveis e consistentes.

FONTE: GEMINI

Alternativa A (Incorreta): Os benzodiazepínicos não possuem efeito analgésico. Embora sejam excelentes ansiolíticos, anticonvulsivantes, miorrelaxantes e promovam sedação em públicos específicos, a ausência de analgesia é uma característica clássica cobrada em provas.

Alternativa B (Correta): Perfeita. Em animais hígidos, jovens ou adultos, os benzodiazepínicos frequentemente falham como sedativos e podem causar paradoxalmente excitação, agitação ou disforia. No entanto, em neonatos, geriatras ou pacientes severamente debilitados, a barreira hematoencefálica mais permeável ou a depressão do sistema nervoso central faz com que o efeito sedativo seja consistente.

Alternativa C (Incorreta): O diazepam é veiculado em propilenoglicol, o que o torna altamente irritante para os tecidos. Sua aplicação por via intramuscular (IM) é extremamente dolorosa e tem absorção errática/lenta. A via de escolha para o diazepam é a intravenosa (IV).

Alternativa D (Incorreta): A administração intranasal (IN) de midazolam possui uma absorção extremamente rápida e alta biodisponibilidade (devido à rica vascularização da mucosa nasal), sendo frequentemente superior ou equivalente à via retal em situações de emergência epiléptica (status epilepticus) quando o acesso venoso é difícil.

Alternativa E (Incorreta): Tanto o midazolam quanto o diazepam dependem primordialmente do metabolismo hepático (via enzimas do citocromo P450, gerando conjugação com glicuronídeo) para sua biotransformação e eliminação, e não de esterases plasmáticas.

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