Os benzodiazepínicos, como diazepam e midazolam, são usados ...
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Tema central: Benzodiazepínicos (diazepam e midazolam) na anestesiologia veterinária: mecanismo, efeitos clínicos, variações por espécie/indivíduo e escolhas de via/uso em emergências.
Conceito-chave: Benzodiazepínicos potencializam o GABA-A, produzindo ansiolise, anticonvulsão, relaxamento muscular e sedação leve, com mínima depressão cardiovascular. Não têm efeito analgésico. Os efeitos sedativos podem variar conforme espécie, idade e estado clínico. (Lumb & Jones’ Veterinary Anesthesia and Analgesia; Plumb’s Veterinary Drug Handbook)
Alternativa correta: B – Os efeitos são espécie/indivíduo-dependentes. Em cães, gatos e equinos jovens/saudáveis, é comum excitabilidade, desinibição, vocalização e ataxia com benzodiazepínicos isolados. Em neonatos, geriátricos ou debilitados, a sedação é mais previsível. A sedação torna-se consistente quando associada a opioides ou outros sedativos. Evidência e prática clínica relatadas em Lumb & Jones e Plumb corroboram esse perfil.
Por que as demais estão incorretas?
A. Afirma “excelentes efeitos analgésicos”. Falso: benzodiazepínicos não são analgésicos; para analgesia utilizam-se opioides, agonistas alfa-2, AINEs etc. (Lumb & Jones; ACVAA)
C. “Diazepam IM é a via de escolha, com absorção rápida e uniforme.” Falso: a formulação com propilenoglicol é dolorosa e tem absorção errática por via IM; a via preferida para diazepam é IV. Se IM/SC for necessária, midazolam (hidrossolúvel) oferece absorção mais previsível. (Plumb’s)
D. “Diazepam intrarretal é mais eficaz/rápido que midazolam intranasal no status epilepticus.” Falso: estudos em cães mostram que o midazolam intranasal tem início mais rápido e maior taxa de sucesso do que o diazepam retal para crises em casa/hospital. Recomendações recentes preferem IN midazolam quando disponível. (Charalambous et al., JVECC; consensos ACVIM sobre manejo de crises)
E. “Midazolam depende menos do metabolismo hepático e é hidrolisado por esterases.” Falso: o midazolam é metabolizado principalmente no fígado (CYP3A) em 1-hidroximidazolam. Não é fármaco de hidrólise por esterases plasmáticas (confusão comum com remifentanil ou remimazolam). (Plumb’s; textos de farmacologia)
Estratégia de prova: - Desconfie de afirmações de “analgesia” para benzodiazepínicos. - Para vias de administração, lembre: diazepam IV; midazolam é mais versátil IM/IN. - Em status epilepticus, privilegie IN midazolam sobre diazepam retal quando possível. - Atenção à excitabilidade em jovens/saudáveis.
Referências: Lumb & Jones’ Veterinary Anesthesia and Analgesia; Plumb’s Veterinary Drug Handbook; Charalambous et al., J Vet Emerg Crit Care; ACVIM consensus statements sobre crises convulsivas.
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Comentários
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B - Correta: Esta opção descreve com precisão a variabilidade dos efeitos dos benzodiazepínicos. Em animais saudáveis e com sistemas nervosos bem desenvolvidos, como cães, gatos e equinos, a resposta pode ser imprevisível, resultando em efeitos paradoxais como excitação, agitação e disforia. No entanto, em pacientes com o sistema nervoso menos maduro (neonatais) ou comprometido (geriátricos, debilitados), os efeitos sedativos são mais previsíveis e consistentes.
FONTE: GEMINI
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