Entre as condições pós-covid que mais comumente acometem o ...

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Q3223137 Medicina
Entre as condições pós-covid que mais comumente acometem o sistema neurológico, encontramos as seguintes, à exceção de uma. Assinale-a.
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: manifestações neurológicas mais comuns no pós-COVID (condição pós-COVID/“long COVID”). A banca quer a exceção, isto é, a menos frequente entre as listadas.

Gabarito: B – Distúrbio cerebelar.

Justificativa da alternativa correta (B): Distúrbios cerebelares (ataxia, dismetria, disartria cerebelar) têm sido descritos raramente no contexto pós-infeccioso da COVID-19, geralmente como casos isolados de cerebelite/ataxia pós-infecciosa ou dentro de síndromes autoimunes (ex.: ADEM). Não figuram entre os sintomas neurológicos mais prevalentes do pós-COVID em diretrizes e revisões. Assim, é a exceção. Referências: OMS/WHO (definição e manifestações da condição pós-COVID), NICE NG188, UpToDate e Harrison’s, que citam cefaleia, disfunção olfatogustativa e “brain fog” como frequentes, enquanto ataxia/cerebelopatia são incomuns.

Análise das alternativas incorretas:

A – Cefaleia. Muito comum no pós-COVID, podendo persistir por meses; frequentemente tipo tensional ou migranoso. Meta-análises e coortes apontam prevalências relevantes nas primeiras 12–24 semanas. Mecanismos propostos: neuroinflamação, sensibilização trigeminovascular. Constante nas listas de sintomas frequentes (WHO, NICE, UpToDate).

C – Perda do paladar (ageusia/hipogeusia). Disfunções olfatogustativas são marca registrada da COVID-19 e podem persistir. A fisiopatologia envolve dano/inflamação do epitélio olfatório e suporte glial, com alteração de transdução sensorial; mesmo com menor incidência em variantes recentes, permanece entre os achados comuns de longo prazo em muitas séries.

D – Dificuldade de memória e concentração (“brain fog”). Um dos sintomas mais reportados no pós-COVID (20–40% em diversas coortes). Relaciona-se a neuroinflamação, disfunção microvascular, disautonomia e distúrbios do sono/ansiedade. Diretrizes (WHO, NICE) e capítulos em Harrison’s destacam esse quadro como prevalente e impactante na funcionalidade.

Estratégia de prova: Identifique palavras-chave como “mais comumente” e “à exceção”. Em pós-COVID, pense em sintomas difusos e funcionais (cefaleia, fadiga, névoa mental, disfunção olfatogustativa). Sinais focais do SNC, como síndrome cerebelar, são raros e sugerem investigar outras etiologias ou eventos autoimunes específicos.

Referências essenciais: OMS/WHO – Post COVID-19 condition guidance (2023–2024); NICE NG188 – Long-term effects of COVID-19; UpToDate: Clinical features and diagnosis of long COVID; Harrison’s Principles of Internal Medicine, 21ª ed., capítulos de COVID-19 e manifestações neurológicas.

Conclusão: A exceção entre os sintomas neurológicos mais comuns do pós-COVID é o distúrbio cerebelar (B).

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